Pelos dez minutos iniciais valeu INJU, LA BÊTE DANS L’OMBRE, que é um filme que no seu conjunto não vale quase nada. É quanto dura a sequência de “filme dentro de filme” em que Barbet Schroeder se esmera para recriar a experiência sensual do espectador de um thriller – versão japonesa, convocando, por exemplo, referências como a do americano Samuel Fuller em HOUSE OF BAMBOO ou o erotismo sadomasoquista de Kenji Suzuki.

Parecia um grande filme: Sentido de coreografia, estilização elevada, uma arriscadíssima suspensão onírica, enfim, um imenso túnel sensorial. Mas durou só o que dura essa sequência. Todo o resto – e o resto é a história de um escritor de romances policiais (Benoit Magimel) que em Kioto se defronta com os seus fantasmas, literários e eróticos, na pessoa de um autor japonês de horríficas histórias de crime de que ele, francês, é especialista – é piada.

Uma trama sem pé nem cabeça na qual se misturam uma suposta homenagem ao cinema e gueixas que originou gargalhadas. Cafona, com cenas mal construídas, numa escalada de sexo, violência e sado-masoquismo, com direito a um desfecho surpreendente, mas pouco crível, INJU é uma farsa cerebral e pretensiosa.

Spoiler Rating: 35
LBC Rating: ~

Por Mariane Morisawa (UOL) e Vasco Câmara (Público PT)

This entry was posted on Saturday, August 30th, 2008 at 5:53 pm.
Categories: SPOILERS.

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