O BOM, O MAU, O BIZARRO (THE GOOD, THE BAD AND THE WEIRD) deixa claro, já no título, seu débito com o faroeste spaghetti TRÊS HOMENS EM CONFLITO (IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO), de 1966. Mas aqui, o diretor coreano Ji-woon Kim fez um faroeste “kimchi” repleto de cacoetes cinematográficos contemporâneos.

Ambientado na Manchúria, a fita não preza pela sua trama original, coerência ou até verossimilhança: Tae-goo, ladrão de trens profissional, descobre em um de seus assaltos um mapa do tesouro. Chang-yi, assassino líder de um grupo de bandidos, é pago para recuperar o mapa. Por fim, Do-won, caçador de recompensas, está disposto a pegar o mapa pra si. Os três se envolvem em tiroteios, perseguições e exageros até o duelo à trois final, reprodução de uma das cenas mais emblemáticas do filme original de Leone.

O filme abusa da edição frenética, da fotografia exagerada, de tomadas espetaculares e de cenas de violência que devem deixar Tarantino com muita inveja. Aliás, inspirado em KILL BILL, que, inclusive se inspirou em Leone, a trama é recheada de momentos de comédia e exageros violentos.

Parece estranho, mas é o melhor filme em muitos anos do gênero mais americano do cinema (o western) e é sul-coreano. O BOM, O MAU, O BIZARRO é uma demonstração que existe bom cinema de ação fora de Hollywood. É pastiche, é verdade, mas bem feito.

Spoiler Rating: 82
LBC Rating: ~

This entry was posted on Sunday, September 28th, 2008 at 5:36 pm.
Categories: SPOILERS.

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