O velhor Odd Horten tem feito o mesmo trajeto de trem todos os dias há tanto tempo que sua vida se transformou numa rotina de confortáveis rituais. Mas o tempo passou e agora vai se aposentar depois de quarenta anos de prestativos serviços. É então que a ordenada e solitária rotina cede espaço para novas descobertas, repleta de gente estranha fazendo coisas esquisitas.

É justamente o excesso de tempo e as descobertas da aposentadoria, a nova premissa de O´HORTEN, recente obra do cineasta Bent Hamer que revisita a Noruega depois de HISTÓRIAS DE COZINHA (2003) e FACTOTUM (2005). Aqui, Horten (e o público) passarão por várias situações insólitas e vai redescobrir (ou talvez descobrir) o que a vida lhes esconde.

É uma fita que foge do porto seguro, ousando no tom surreal e na sátira sobre o envelhecimento. Excelente humor negro norueguês, engraçado de maneira sutil (como o próprio personagem-título), O’HORTEN conquista o público com a interpretação de Bård Owen, a bela fotografia e, claro, a evocativa trilha sonora composta por John Erik Kaada, que consegue soar melancólica e bem-humorada ao mesmo tempo.

Spoiler Rating: 83
LBC Rating: ~

Por Sergio Rizzo (Folha de São Paulo), Pablo Villaça (Cinema em Cena) e Acessória da 32ª Mostra SP

This entry was posted on Thursday, November 6th, 2008 at 1:19 pm.
Categories: FILMES.

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  1. Fiquei bem curioso em relação a esse “O’Horten”, até mesmo peço fato de estar disputando uma das cinco vagas ao Oscar de filme estrangeiro. E a trama tem um estilo que deve agradar a Academia.

Reply to “Caro Sr. Horten”


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