

Em Beirute, no salão de beleza Sibelle, cinco mulheres se encontram regularmente. Layale é amante de um homem casado e espera que um dia ele deixe a mulher. Nisrine é muçulmana e vai se casar, só que não é mais virgem e não sabe como contar ao noivo. Rima sente atração por mulheres. Jamale não quer envelhecer. Rose abdicou de sua vida para cuidar da irmã mais velha.
No salão, entre cortes de cabelo e depilação à base de caramelo (receita oriental tradicional: açúcar, limão e água), homens, amor, sexo, casamento, maternidade e amadurecimento estão no centro de suas conversas mais íntimas.
CARAMELO nasceu no projeto Residência do Festival de Cannes, realizado pela atriz e diretora Nadine Labaki em 2004. O longa foi selecionado para o Festival de Toronto 2007 e para a Quinzena dos Realizadores de Cannes 2007 e fala sobre as pequenas histórias dessas mulheres, de idades diferentes, que se cruzam no salão. Questões do universo feminino são abordadas com muita sensibilidade e equilíbrio pela diretora (entre elas, os relacionamentos afetivos), sem recorrer a modelos apelativos.
Embora fale da mulher libanesa, que enfrenta uma moral mais rígida que a mulher ocidental, Beirute é também uma das cidades mais abertas do Oriente. A diretora expõe certas características contemporâneas dessas mulheres: A crescente ocidentalização dos costumes e, por consequência, o desafio de enfrentar a tradição, representado no filme pela liberdade de escolha, sexual e afetiva, e pelos modelos de beleza. Afinal, essas mulheres não assim tão diferentes das mulheres do Ocidente.
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