BRÜNO é uma comédia espantosamente corajosa, maluca e insolente que inclui aberrações sexuais jamais vistas nos cinemas americanos. É a sequência natural de BORAT, porém mais curto, grosseiro, escandaloso e politicamente incorreto.
Sacha Baron Cohen assina a criação, roteiro e produção da fita que introduz aos cinéfilos, um novo personagem, fruto da série de TV “Ali G Show”. O tal Brüno do título é um repórter gay austríaco especializado em moda, que torna-se um fracassado depois de um incidente trágico na semana de moda de Milão. É então que ele decide se mudar para Los Angeles e retornar a ser a maior celebridade austríaca do mundo, desde Hitler. Um caminho tortuoso que inclui cenários em Milão, Londres, Berlim, Paris, Los Angeles, Nova York, Alabama e até o Oriente Médio (Israel e Jordânia).
Em 2006, Baron Cohen revelou ao mundo o jornalista do Cazaquistão, Borat Sagdiyev, numa comédia original que agradou (ou melhor, surpreendeu) público e crítica. BORAT foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e fez $260 milhões de bilheteria. BRÜNO não deve chegar nessa quantia, mas tem potencial para ultrapassar (fácil) os $100 milhões.
A estratégia básica é a mesma. São pequenos episódios, compostos por numerosas vinhetas, no qual o ator expõe e confronta alguns dos preconceitos mais escandalosos e ridículos da cultura pop americana que, particularmente, pertence ao universo homossexual e, porventura, heterossexual. A fita confronta esses dois mundos ao extremo e ri da homofobia de cada situação.
É uma temática que fica explicita logo no começo, com picantes e acrobáticas cenas (piadas) de sexo anal entre Brüno e seu namorado asiático, um mini-comissário de bordo asiatico, baixinho e magrinho, que é o oposto de Brüno, extremamente alto e “formoso”. São cenas, de certa forma, ofensivas que parecem construídas especificamente para chocar a platéia, seja ela homo ou hetero. É como se o ator e seu diretor, Larry Charles, preparassem cuidadosamente o expectador para uma aventura selvagem, repleta de agressões verbais e visuais, orquestradas por um comediante extravagante e incomum.
É difícil dizer qual parte de BRÜNO – que é curtinho com apenas 82 minutos – é mais espontânea e autêntica. O que fica claro, no entanto, é que se trata de um novo padrão de provocação que inclui todos os aspectos do hardcore, orgias heteros e sessões S&M, além de pênis de diversos formatos, tamanhos e cores que giram, balançam, penetram e até mesmo cantam! É um filme bastante divertido, mas extremamente descartável. Daqueles de se ver, rir e depois esquecer.
Spoiler Rating: 71
LBC Rating: ~

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Kamila
Como gostei de “Borat”, espero assistir “Bruno”. Só quero ver se Sacha Baron Cohen conseguiu se manter incógnito, uma vez que, agora, ele é mais famoso nos EUA.
Jul 15th, 2009
Vinícius P.
Não gostei muito de “Borat”, mas pelo trailer fiquei com a impressão que esse “Bruno” é mais engraçado. Só achei curioso o fato de nem fazer tanto sucesso nas bilheterias americanas como era esperado.
Jul 16th, 2009
Reply to “Brüno”