Com GIGANTE, o cinema uruguaio fez bonito na Berlinale 2009. O filme de Adrián Biniez acompanha a rotina de um vigia noturno de supermercado que faz vista grossa quando as faxineiras roubam alimentos, mas não permite que afanem itens mais caros e supérfluos. “É uma ética do personagem, com a qual estou de acordo. Talvez seja uma ética mais humanista”, disse o diretor
O protagonista trabalha no sistema de segurança de uma firma. Interessa-se por uma das faxineiras, a quem passa a espionar (e seguir). A câmera midiatiza o desejo e, ao mesmo tempo, estabelece uma distância entre o herói e essa mulher por quem se sente atraído, mas ele é tímido… Quando não se dedica a seguir a amada, ele ouve heavy metal e trabalha numa boate em noites de folga.
A história segue essa cadência, mostrando o cotidiano de ambos, um pouco repetitivo no trabalho, mas com tempo para alguma expressão da afetividade e toques de humor. Com tão pouco material dramático, Biniez fez um filme ótimo. Tudo aqui vira uma espiral aberta para tudo. O espectador pode descobrir infinitas coisas, fazer infinitas (re)leituras.
GIGANTE é tão pequeno que parece nada. Humano, verdadeiro e muito bem filmado. Difícil não pensar na sentença ao menos na tendência de uma produção simples, de trama banal e corriqueira, mas que funciona tão plenamente.
Spoiler Rating: 82
LBC Rating: ~
Por Orlando Margarido (Portal Terra), Luis Carlos Merten (Grupo Estado) & Jorge Mourinha (Público PT)

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Vinícius P.
O cinema uruguaio vem crescendo mesmo e por isso quero conferir esse “Gigante”.
Aug 22nd, 2009
Reply to “Gigante”