
O drama alemão EVERYONE ELSE (ALLE ANDEREN) põe em cena, senão um tabu, ao menos uma atitude que costuma causar conflitos entre casais naquele ponto complicado da vida em que o idealismo da juventude se rende ao conformismo.
O filme é uma preciso acumulo de episódios banais que, isoladamente, são inócuos e inofensivos mas, em conjunto, refletem as encruzilhadas e tensões da relação entre Chris, arquiteto indeciso, e Gitti, relações públicas de espírito livre.
Ambos estão em férias de verão na Itália. O cenário parece idílico, mas os namorados começam a rever e conversar sobre questões pendentes, sexo, confiança, se a relação vai durar ou não etc. O resultado, aos poucos, se torna claustrofóbico.
Até parece um filme francês de tanto que se fala, ou mesmo, aqueles clássicos sobre casais em crise, como A NOITE, de Michelangelo Antonioni, ou VIAGEM NA ITÁLIA, de Roberto Rosselini. Mas a diretora Maren Ade não tem o rigor e o conteúdo como tinham esses mestres para abordagem similar, e seu filme soa mais como uma paixão caprichosa e um tanto infantil dos personagens.
EVERYONE ELSE é uma fita regular, mas a qualidade da interpretação logra construir algumas cenas fortes. Brigit Minichamyr e Lars Edinger são ótimos atores.
Spoiler Rating: 68
LBC Rating: ~
Por Orlando Margarido (Portal Terra), Luis Carlos Merten (Grupo Estado) & Jorge Mourinha (Público PT)

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