



Andrea Arnold, britânica, formada pela American Film Institute, com uma curta premiado com o Oscar e um Prêmio do Júri em Cannes, logo por seu primeiro longa RED ROAD, é vista como “valor emergente”. Retorna agora, na competição oficial com FISH TANK, uma nova imersão no universo dos bairros populares, de descampados e fábricas abandonadas às margens do rio Tâmisa, em Essex ao leste de Londres.
Aqui, se concentra no cinema social através de uma adolescente, Mia, que dá seus primeiros passos emocionais no ambiente mais próximo. Tão próximo que se apaixona pelo namorado da mãe… A diretora encerra nesse “aquário” (tradução literal do título) uma adolescente de 15 anos, que tem uma relação conturbada com a mãe solteira, com a irmã pequena, com as amigas e todos à sua volta. Até que um homem atraente passa a viver com a mãe e a presença conturba ainda mais a vida familiar
A fascinação de ser desejado e a inevitável desconfiança em relação ao ente querido são mostradas com precisão e bom gosto, mas, após transitar com notável perícia durante uma hora e meia pelos caminhos previsíveis da trama, uma reviravolta na trama acaba em um excesso pouco realista e conclusões morais difusas.
A carência afetiva mostrada por Arnold é aquela que marca a vida: A de uma família monoparental cujo código é a violência verbal e o desapego emocional. É um flerte ao cinema de Mike Leigh, Stephen Frears e Ken Loach. Um filme menor, é verdade. Uma proposta nem tão original assim, mas muito sólida .
Spoiler Rating: 71
LBC Rating: ~
Por Thiago Stivaletti (UOL), Mateo Sancho Cardiel (EFE), Silvana Arantes (Grupo Folha), Luis Carlos Merten (Grupo Estado) e Redação das Agências Público PT, AFP e Reuters

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