

KATALIN VARGA, o primeiro filme do inglês Peter Strickland, é um poderoso retrato de mulher e uma curiosa história de vingança de sangue na Transilvania rural, devotamente religiosa e patriarcal.
Nessa coprodução entre Romênia, Inglaterra e Hungria, a personagem do título, a vítima, Katalin (Hilda Péter), parte atrás de seus algozes anos depois do crime, quando seu marido a expulsa ao descobrir que o filho que criam é fruto de um estupro do qual ele nunca soubera.
Katalin inicia um ciclo violento que só gera mais violência e, enfim, termina numa tragédia. Transferida para o plano histórico, a trama tem a ver com a trajetória percorrida por alguns países do Leste Europeu – a Romênia à frente de todos eles. Faz sentido no papel, mas na tela soou perverso e insultante.
Rodado em super-16mm, KATALIN VARGA é uma variação intensa, gótica e atmosférica, sobre um tema clássico tanto do filmes noir como do melodrama rural. É um cinema mais visceral, mais arrojado e, sem dúvida, mais polêmico.
Spoiler Rating: 70
LBC Rating: ~
Por Orlando Margarido (Portal Terra), Luis Carlos Merten (Grupo Estado) & Jorge Mourinha (Público PT)

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