
“No te pongas a llorar que las lágrimas sólo traen sal”
ESPIRAL é um filme de imigração às avessas. Ao invés de se concentrar na odisséia de todos os homens que deixam suas terras para (mal) viver nos EUA, a fita do cineasta Jorge Pérez Solano prefere retratar as mulheres que ficam em seus povoados, verdadeiras utopias de emigração, habitada quase exclusivamente por mulheres.
A narrativa se divide em três tempos: No presente, a paixão de cristo é representada somente por mulheres. Jesus é interpretado por Magdalena, filha de Diamantina, cujo homem da sua vida, Santiago a abandonou há 18 anos.
Na verdade não foi bem um abandono. A fita faz um flashback para contar essa historia direito: É Natal. Santiago pede Diamantina em casamento, mas o pai quer um dote em troca da filha. Dinheiro que Santiago não dispõe. Sem negócio, sem casamento… e Santiago parte para a América para enriquecer, levando consigo, Macário, que abandona a esposa com dois filhos pequenos.
O tempo passa. As mulheres seguem os fluxos de suas vidas até o momento crucial da história, onde surgem algumas reviravoltas na trama, iluminada por uma fotografia especialmente elaborada do “Agreste” mexicano, repleta de azuis e closes luminosos. Uma história bem contada, bem filmada, com um argumento interessante, mas sempre a sombra do tom novelesco.
O diretor justifica o titulo contando uma estória cujos ciclos nunca se fecham. Mas ESPIRAL é um filme que dá muitas voltas para chegar ao mesmo ponto. Não é o melhor do cinema mexicano, mas vale conferir.
Spoiler Rating: 64
LBC Rating: ~

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