


CIDADE DE PLÁSTICO (PLASTIC CITY), do chinês Yu Lik-Wai, ambientado no Brasil, co-produção brasileira, com atores brasileiros, musica brasileira, co-roteirizado por Fernando Bonassi, etc. é um desastre completo.
Era uma das apostas mais badaladas de Marco Müller para o Festival de Veneza 2008. Mas o filme do diretor de fotografia de Jia Zhang-ke e Wong Kar-wai se tornou um grande fiasco. Dá para entender por que: História de ascensão e queda de um mafioso chinês que acaba expulso, como um anjo caído, para o princípio de tudo que é a Amazônia. É uma história de gângsteres, à maneira de Hong Kong e uma daquelas explosões gráficas disfarçadas de realismo à maneira de CIDADE DE DEUS e TROPA DE ELITE.
No fim, CIDADE DE PLÁSTICO vira uma difícil mistura de filme policial, conflitos entre pai e filho, a variedade cultural e racial brasileira. A mescla de fantasia e realidade é mal digerida pelo roteiro, sem pé nem cabeça, para dizer o mínimo. Os híbridos resultantes, que exibe tiques de tribalismo e espiritualidade é uma coisa monstruosa, é mesmo um desastre de plástico.
Spoiler Rating: ZERO
LBC Rating: ~
Por Vasco Câmara (Público PT), Luiz Zanin Oricchio (Grupo Estado) & Agências BBC, Reuters e AFP

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