


SOUL KITCHEN é um filme “feelgood” temperado com soul music. Um agradável projeto do cineasta Fatih Akin que, embora, sofra de depressão no segundo ato, lota o restaurante do protagonista de carinho, boa índole, brilho nos olhos e momentos inusitados que funcionam como um verdadeiro refresco na filmografia do cineasta.
A tal “cozinha da alma” do título é de Zinos. Pena que o jovem grego ande sem sorte… Sua namorada o trocou por um emprego em Shanghai e ninguém mais frequenta seu restaurante, desde que contratou um cozinheiro com ares de “nouvelle cuisine”. Há mais: O lugar sofre especulação imobiliária, e seu irmão, infelizmente, é um trambiqueiro.
O resultado é um filme – uma festa – de gente alegre e descolada, editada em ritmo de anos 70, onde Akin brinca com uma serie de personagens clichês para ajudar (ou impedir) os esforços de seu protagonista: Há uma garçonete sensivelmente rebelde, o orgulhoso chef tempestuoso, um inquilino grisalho e um antigo amigo de infância um pouco suspeito para completar a deliciosa receita dessa comédia despretensiosa.
E embora várias cenas convidem à cozinha, SOUL KITCHEN não é nenhuma FESTA DE BABETTE. A música, assim como a comida, é o caminho pelas almas desses personagens, que respiram em Hamburgo – sempre como pano de fundo – e é o que os une. O filme é enfim, uma carta de amor à cidade, a sua música e ao seu povo.
Spoiler Rating: 78
LBC Rating: ~

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