Grande e flácido, barulhento e bobo; FÚRIA DE TITÃS, apesar de toda a tecnologia, é inferior ao original de 1981, em parte pela narração arbitrária, quase absurda até mesmo para grandes atores como Liam Neeson e Ralph Fiennes, o estilo visual gorduroso das lentes de Peter Menzies e o estado de arte dos efeitos CGI que não pode compensar as diversas deficiências da fita.
O principal mérito desta versão, diferente da maioria dos filmes do gênero, é que é curto (apenas 104 minutos, incluindo os créditos), embora pareça longo, principalmente pela narrativa, idiotamente detalhada, e a forma como se dirige – sem quaisquer alívios cômicos, o que representa uma experiência triste.
Todavia é um filme 3D, um filme pipoca com apelo especial para jovens – meninos, principalmente. Ou seja, como qualquer filme 3D, seja bom, medíocre ou ruim, fará boa bilheteria, embora provavelmente seja massacrado pela crítica.
Ainda mais decepcionante é o fato de que, a sensibilidade, a inteligência (que significa falta de) e os efeitos se assemelham mais ao trabalho de Michael Bay (especificamente na franquia TRANSFORMERS) do que a ação-aventura mitológica de espada e sandália do passado.
Em FÚRIA DE TITÃS, a disputa pelo poder lança os homens contra os reis, e os reis contra os deuses. Embora a guerra em curso entre os deuses já seja suficiente para destruir o mundo… Nascido de um deus, criado como homem, Perseu (Sam Worthington) se vê indefeso para salvar a família da aniquilação de Hades (Ralph Fiennes), o vingativo deus do reino dos mortos.
Sem nada a perder, Perseu se oferece como voluntário para comandar a perigosa missão de derrotar Hades, antes que este consiga obter poder de Zeus (Liam Neeson) e instalar o inferno na Terra. Liderando um grupo de guerreiros, Perseu parte numa arriscada jornada nas profundezas dos mundos proibidos. Combatendo demônios cruéis e monstros terríveis, cuja única esperança de sobreviver reside na aceitação de seu poder como um deus, desafiando a sorte e criando seu próprio destino.
Os monstros, afinal, fazem jus ao termo blockbuster. São enormes, barulhentos e nojentos, bem executados, inclusive, o que pode render alguma indicação ao Oscar de Efeitos Visuais e/ou Som.
Para ser justo, este é um gênero que sempre sofreu com o perigo da tolice. Afinal, é esquisito ver um incrível Deus imortal, como Zeus, falar uma linguagem tão chulé… O problema é que o filme de Louis Leterrier é tão bobo que supera qualquer outro filme do gênero.
Spoiler Rating: 56
LBC Rating: ~
Das Agências NYtimes, Variety, Hollywood Reporter, ScreenDaily, BBC, Reuters & AFP

2 Comments, Comment or Ping
Kamila
O Louis Leterrier gosta de filmes assim, grandiosos e barulhentos. E tem o Sam Worthington. Verei pelos dois, mas sem grandes expectativas.
Apr 4th, 2010
Vinícius P.
Parece não ser dos melhores mesmo, mas ainda assim quero conferir.
Apr 9th, 2010
Reply to “Fúria de Titãs”