

CAPITALISMO: UMA HISTÓRIA DE AMOR, a recente critica egomaniaca de Michael Moore, é um show de humor e horror, um passeio divertido pela estupidez que nos domina e um golpe certeiro ao nosso modo de vida – um fantoche manipulado por forças econômicas e políticas que não pode perder nunca e nunca vai perder. É, enfim, um panfleto jornalístico, analítico, independente e quase demagogicamente honesto.
Mais uma vez, Moore mostra uma imensa capacidade para editar material de arquivo, seja documental ou como suporte para ironia ou brincadeira. A escolha da música e canções, e sua adaptação impressionante para uma montagem nervosa e aguerrida normalmente imerge o espectador que, absolutamente chocado, segue suas teorias conspiratórias com a ilusão de um revolucionário que, incapaz de levantar um dedo para a mudança, se exalta quando alguém o faz. Ou seja, quase todos nós…
Para contar sua estória e fazer sua denuncia, Moore escolhe uma família, vítima dos males do ultracapitalismo, massacrada pelos bancos, despejo, desemprego ou salários de vergonha, mas é uma pena que todos os dados sejam manipulados em uma brincadeira demagógica.
Talvez o grande problema de Moore seja seu sucesso depois de TIROS EM COLUMBINE, FAHRENHEIT 9/11 e SICKO e sua mania de aparecer sempre em cena. Um problema que impede qualquer possibilidade de surpresa através de uma entrevista de emboscada, ou qualquer um de seus objetivos essenciais. Todos seus adversários o evitam (mesmo insultados) e embora ele use essas seqüências ao seu favor, seus filmes acabam como comédias que levam ao riso com coisas que não têm a menor graça. Típico humor negro…
Spoiler Rating: 76
LBC Rating: ~

3 Comments, Comment or Ping
Kamila
Um filme de Michael Moore é sempre um filme de Michael Moore. Vou ver sem medo!!
Apr 13th, 2010
Nicole Prestes
Sensacionalista?
Apr 13th, 2010
Maurício
Não diria sensacionalista, Nicole, mas tendencioso…
Apr 14th, 2010
Reply to “Capitalismo: Uma História de Amor”