Para Woody Allen, afinal, TUDO PODE DAR CERTO. Talvez seja um dom. Não para contar historias, filmá-las ou interpretá-las, mas, simplesmente narrá-las em simples e deliciosos diálogos que contam um pouco dele e de sua cidade – A amada Nova York.
Funciona como uma terapia – A dele e de seu personagem. No fundo não importa porque é a mesma coisa. A tela é o divã. O publico, o terapeuta, e ouvimos, enfim, o caso clínico – o filme! E a cada ano, vemos (ouvimos) a mesma coisa, a mesma neurose, a mesma mania, a mesma hipocondria. E apesar disso não cansamos.
Não cansa porque Allen se reinventa pelos diálogos. E os diálogos – sempre os diálogos – são geniais. Funciona porque Larry David é o ator ideal para encarnar o rabugento neurótico de Allen. Funciona porque o diretor americano, além de excelente roteirista, sabe dirigir seus atores e, principalmente, suas musas com perfeição: Evan Rachel Wood é uma cabeça oca genial e Patrícia Clarkson, uma coadjuvante “protagonista” que rouba o filme a cada cena. É tudo surreal, mas perfeitamente verossímil, inteligente, irônico e divertido
Esqueça a história. Esqueça a sinopse. Na miscelânea de Woody Allen TUDO PODE DAR CERTO e, acreditem, sempre dá!
Spoiler Rating: 79
LBC Rating: ~

2 Comments, Comment or Ping
Kamila
Este filme ainda não estreou na minha cidade, mas muito me intriga o fato de que as críticas à obra são bem mistas. Tem gente que gosta e que não gosta….
Jun 4th, 2010
Vinícius P.
Um bom filme do Allen, mas que parece um tanto datado…
Jun 4th, 2010
Reply to “Tudo Pode Dar Certo”