A piada da princesa e o sapo é tão antiga quanto a fabula original: Uma princesa encontra seu verdadeiro amor beijando um sapo que, num passe de mágica, se transforma num belo príncipe, mas… E se ao invés disso, ela se transformasse num sapo também?
Pois essa é a versão da Walt Disney Animation Studios para seu A PRINCESA E O SAPO. Um retorno ao mundo da animação tradicional, o velho estilo 2D feito à mão, que Disney introduziu ao gênero em 1937 com BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES e usou durante praticamente 60 anos, aperfeiçoando-o com música, cantoria e belíssimas ilustrações.
A fita é uma delicia do começo ao fim e prova que o 2D pode ser melhor que o 3D quando cineastas talentosos tem em mãos uma boa historia para contar. As linhas são mais livres, os movimentos são mais suaves, o sentimento de diversão é irrestrito. O filme é um triunfo para seus diretores e co-roteiristas John Musker e Ron Clements – os mesmos que revolucionaram a Disney com A PEQUENA SEREIA e ALADDIN e depois caíram no ostracismo com o fracassado PLANETA DO TESOURO.
Sua peça tem a luminosidade e euforia da Nova Orleans dos anos 20, na mítica era do jazz, entre as varandas com balaustradas art déco e as ruelas convidativas do “French Quarter”. O cenário ideal para a primeira princesa negra da história do estúdio: A heroína Tiana (dublada e cantada por Anika Noni Rose).
A ousadia poderia ter gerado um mal-estar racial, mas pelo contrario, tornou-se um trampolim para uma fácil mistura de fantasia e realidade, uma trilha musical geniosa de Randy Newman e uma oportunidade para Oprah Winfrey fazer uma ponta como a mãe da protagonista, Eudora.
Cada Princesa “Disney” precisa encontrar duas coisas: Independência e amor. Tiana, um prodígio da culinária, sonha em transformar um edifício abandonado em seu próprio restaurante, um sonho nutrido pelo amor de seu pai pela gastronomia. Entretanto, apesar de todo o seu esforço e dedicação, inúmeros obstáculos impedem que Tiana realize os seus objetivos.
Até que vem dar às margens do rio Mississipi um belo e sociável fã de jazz: O proscrito príncipe Naveen, do reino distante da Maldonia. Um tanto mimado, irresponsável e indolente, talvez, Naveen tem levado a vida explorando a sua boa aparência e o seu inegável charme. Sua posição como membro da aristocracia atrai o malvado Dr. Facilier, um praticante de magia negra, cujo esforço para roubar a realeza de Naveen acaba transformando o belo príncipe num sapo.
A tentativa de Naveen de se aproveitar do manjado recurso do beijo dos contos de fadas para recuperar a sua forma humana só consegue fazer com que Tiana também seja transformada num anfíbio. E eles acabam perdidos nos pântanos da Louisiana, perseguidos por caçadores e à cata de um dos encantamentos da velha feiticeira de 197 anos de idade chamada Mama Odie.
Em sua jornada arriscada, complicada, mas verdadeiramente hilária, eles contam com a ajuda de um vaga-lume cajun apaixonado e um jacaré trompetista; e embora seu périplo seja repleto de perigos, o casal destaca o que o outro tem de melhor, supera as suas diferenças e os seus obstáculos e descobre que os sonhos realmente se realizam — mas nunca do jeito que se poderia esperar…
O amor acaba encontrando o seu espaço — entre um príncipe e uma princesa… entre sapos, talvez… ou quem sabe entre um vaga-lume e o objeto do seu afeto. Fica nítido, contudo, que os detalhes mais importantes vão muito além das aparências. A PRINCESA E O SAPO honra as velhas tradições Disney com verve contemporânea. É um filme extraordinário, apaixonante que, sem dúvida, merece um grande beijo. Quem se arrisca?
Spoiler Rating: 84
LBC Rating: ~

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Kamila
Este filme é o melhor produzido pela Disney em MUITO tempo. História carismática, canções lindas e uma produção muito bem realizada.
Jun 11th, 2010
Reply to “A Princesa e o Sapo”