IMPULSO, a fita do equatoriano Mateo Herrera, premiada em Toulouse, é muito diferente dos seus trabalhos anteriores, caracterizados pelo realismo social. Tem, no entanto, pontos em comum: A jornada do protagonista de Quito para o campo e o problema do abandono. Ponto, aliás, que o diretor enfatiza como um dos principais problemas do Equador.
Ponto, aliás, que é a principal ruptura desse filme. Ao experimentar uma nova forma de filmar, ao buscar um argumento mais fantástico para um drama insípido de uma jovem adolescente abandonada pelos pais, Herrera, enfim, abandonou seu próprio filme.
A bela fotografia em preto e branco parece fake e o meticuloso trabalho de som, nada mais é que uma tentativa – malsucedida – de expandir os sentidos do público para algo fantástico e surreal. Algo que, pelas redundantes pistas que o roteiro enfatiza, é um tanto óbvio e previsível.
IMPULSO é, enfim, um próprio impulso do diretor em se reinventar. Sinto informar, não deu certo. Diante da filmografia equatoriana, pode até ser um avanço, mas para o cinema, como um todo, não passa de lugar comum. É, enfim, um filme que funcionaria melhor como curta-metragem.
Spoiler Rating: 57
LBC Rating: ~

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