O dia amanhece em silencio. O protagonista se levanta. Sua esposa acordada finge dormir. O homem a observa em silencio e parte sem se despedir do filho atônito para um novo rumo em sua vida. Antes, na estação, ele toma duas taças de vinho branco. Embarca no trem e durante a viagem percebe que esqueceu seus óculos. Com quase 15 minutos de projeção, ele finalmente quebra o silencio e nós – o publico – entendemos a situação. Ele, o protagonista, é alcoólatra.
UM NOVO CAMINHO, filme de estréia do produtor Phillipe Godeau, conta a história desse personagem – homem, jornalista, pai. Um homem em busca de reabilitação. Em busca de uma nova vida.
O refugio é a clínica de tratamento. Ali, convive com outras pessoas nas mesmas condições e com os mesmos problemas. O filme é uma grande terapia (em grupo) entre os personagens e o público. Tudo explicado didaticamente formando um grande painel sobre o tema.
O problema é a superficialidade dos atores e a falta de empatia do protagonista que arrasta a projeção em 1h40. As subtramas não possuem motivações, são confusas, mal planejadas, pouco elucidativas. Quem vive, viveu ou convive com o alcoolismo, naturalmente, compreende tudo, mas os outros vêem em UM NOVO CAMINHO apenas uma trama burocrática e vazia repleta de clichês. Billy Wilder fez melhor com FARRAPO HUMANO.
Spoiler Rating: 55
LBC Rating: ~

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