


O ano de 2002 marcou o 71º aniversário de DRÁCULA, película estrelada por Bela Lugosi e que marca a inclusão do vampiro no cinema falado. No entanto, a importância desSe filme para o cinema não se restringe apenas a esse marco. Foi graças ao seu sucesso que a Universal Pictures conseguiu reinar absoluta durante mais de vinte anos como a maior produtora de filmes de terror daquela época, produzindo alguns dos maiores clássicos do gênero.
Por duas décadas, a Universal investiu no cinema mudo. Depois de produzir seu primeiro filme sonoro THE KING OF JAZZ em 1930, o estúdio decidiu comprar os direitos da peça de Hamilton Deane e John L. Balderston, “Drácula”, devido ao extraordinário sucesso da montagem na Broadway. O astro da peça na costa Oeste, Bela Lugosi, foi um dos principais responsáveis pela aquisição dos direitos para a Universal, negociando-os diretamente com Florence Stoker, viúva de Bram.
A versão com Lugosi acabou se tornando o filme de maior bilheteria naquele ano, salvando o estúdio da falência, depois de dois anos de sucessivos prejuízos. Seu sucesso impulsionou a Universal a produzir alguns dos maiores clássicos do terror de todos os tempos, como FRANKENSTEIN (1931) e A MÚMIA (1932), ambos protagonizados por Boris Karloff, O HOMEM INVISÍVEL (1933), THE BLACK CAT (1934) e A NOIVA DO FRANKENSTEIN (1935). Drácula voltou a aparecer em 1936 em A FILHA DO DRÁCULA e novamente em 1943, com FILHO DO DRÁCULA.
A partir de 1936, a Universal consagrou-se como a maior produtora de filmes de horror da época, produzindo um sem número de filmes com baixo orçamento. Apesar de alguns deles terem vampiros como protagonistas ou mesmo personagens principais, Drácula foi posto de volta em seu caixão nesse período.
Em 1948, a Universal fundiu-se com a International Pictures, formando o conglomerado Universal International Pictures. Depois da produção de ABBOT AND COSTELLO MEET FRANKENSTEIN, a UIP manteve-se afastada dos filmes de vampiro até 1957, quando produziu THE BLOOD OF DRACULA. A inclusão de uma vampira, com o objetivo explícito de atingir o público mais jovem, obteve o sucesso esperado e motivou o estúdio a investir novamente nas produções vampíricas. No entanto, em 1959 o fracasso de CURSE OF THE UNDEAD, a UIP decidiu se manter afastada das produções do gênero.
Exatos vinte anos depois, em 1979, A UIP comprou novamente os direitos de Dracula. A versão teatral experimentava um reavivamento na Broadway e o estúdio contratou seu astro, Frank Langella para sua nova versão cinematográfica. Nesta nova versão, John Seward é pai de Lucy Westenra (agora Lucy Seward). Quando Mina Van Helsing (ex-Mina Murray) é encontrada morta em circunstâncias misteriosas, John convoca o pai da vítima, Abraham Van Helsing (interpretado por Laurence Olivier), para resolver seu problema com Drácula. O DRÁCULA de 1979 destaca-se, principalmente, pelo aspecto sexual/sensual que envolve a figura do protagonista. O Drácula de Langella apaixona-se primeiro por Mina e depois por Lucy, conseguindo seduzir a ambas. Seu triunfo ocorre quando ele invade o quarto de Lucy e compartilha seu sangue com ela, colocando-a sobre seu poder.
A morte de Drácula nesta versão também difere bastante da original. Depois de se encontrar cercado no navio no qual pretendia escapar da Inglaterra, o vampiro é cercado por Van Helsing e os outros homens que estavam em seu encalço. Derrotado, é esfaqueado num gancho e levantado bem alto para ser morto pela luz do sol.

No Comments, Comment or Ping
Reply to “Os filmes de Monstro da Universal”