

Quase quarenta anos separaram as filmagens de LEGEND OF THE FIST de seu predecessor FÚRIA DE DRAGÃO. Chen Zhen, vulgo Bruce Lee, sobreviveu à saraivada de balas com a fúria de seus punhos e foi à Europa, lutar na guerra. Depois, retorna incógnito à Xangai, personificado por Donnie Yen, para chutar mais japoneses.
O ritmo é, naturalmente, ofegante, caótico, com grande orçamento e velhas reminiscências do cinema “Hong Kong” dos anos 80. LEGEND OF THE FIST é filme pipoca que certamente agrada, diverte, fascina, mas com esse elenco (Donnie Yen, Shu Qi, Anthony Wong, e Huang Bo), cenários e o talento de Andrew Lau – sem contar o roteiro de Gordon Li -, poderia ter sido muito, muito, muito melhor.
A narrativa abre em tom de documentário, escavando a historia em busca dos 150 mil chineses enviados às trincheiras européias durante a primeira guerra. O fato de que, anos mais tarde, a Europa não socorre a China frente aos japoneses é a chave para a psicologia auto-suficiente de Chen Zhen. Pena que tudo é vomitado em poucos minutos. Logo o herói está socando e chutando alemães em uma inusitada reunião de artes marciais e WWI.
E então o ritmo alucinado se mantém durante toda a projeção: Uma fila interminável de vilões e capangas para exercício das mais mirabolantes coreografias de artes marciais. O aspecto é de blockbuster ocidental caça-níquel. A montagem é arredia, picada, revolta. Nunca valoriza a luta enquanto “arte marcial”, tão pouco o filme, que pode até agradar os fãs, mas é mais do mesmo.
Spoiler Rating: 62
LBC Rating: ~
Pelas Assessorias de Imprensa dos Festivais de Veneza e Toronto

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