LA PRINCESSE DE MONTPENSIER é um pesadelo melodramático e interminável. Um filme que repete – e se repete – num mar sem fim de ferir sentimentos e olhares de saudade que patina em uma crueldade típica de telefilmes de época.

A ideia era interessante, a adaptação do conto homônimo de Madame de Lafayette sobre uma princesa (de Montpensier) disputada por vários homens em pleno século XVI. Para o marido, ela é uma propriedade; Para o primo, o duque de Guise, é uma conquista; Para o irmão do rei, o duque de Anjou, um objeto impossível de desejo. Só quem a ama de verdade é o ex-mentor do marido, que sacrifica o desejo ao espírito e lhe devota um sentimento puro.

Mas a fragilidade do filme salta aos olhos em cada escolha do cineasta francês Bertrand Tavernier: Começa pela inadequada escolha de elenco, repleto de jovens atores, cuja presença mais trêmula do que afirmativa, transforma a narrativa num fiasco.

Há mais: O roteiro é empolado demais. A direção é acadêmica demais. Os cenários são comuns demais. O figurino exuberante demais. A trilha é rococó demais. Tudo conspirando à tragédia.

É, enfim, um passatempo inexpressivo com cascos de cavalo trovejando no Dolby Estéreo quase tanto quanto os volumosos figurinos e lutas de espada.

Spoiler Rating: 38
LBC Rating: ~

Por Luiz Carlos Merten (Grupo Estado), Orlando Margarido (Portal Terra), Kleber Mendonça (Cinemascópio), Ana Paula Souza (Grupo Folha), Thiago Stivaletti (Portal UOL), Vasco Câmara (Público PT), Agências France Press, EFE, AFP, BBC, Variety e Hollywood Reporter & Assessoria de Imprensa de Cannes

This entry was posted on Saturday, September 4th, 2010 at 6:11 pm.
Categories: SPOILERS.

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