
Polêmica de mais, filme de menos… A saia justa política de Silvio Berlusconi prometida pela diretora Sabina Guzzanti não se concretizou. DRAQUILA – L’ITALIA CHE TREMA, apesar de politicamente forte, esta cinematograficamente longe de impactar. Pelo contrário…
A fita, cujo título é um trocadilho de Drácula + Aquila, é um documentário comum sobre a corrupção do governo, antes e depois do terremoto de 2009 na cidade medieval de L’Aquila, o que motivou uma grande operação governamental de limpeza e reassentamento da população comandada pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Resposta italiana para o cinema de Michael Moore (Para melhor ou pior), Guzzanti sabe que um desastre é uma dádiva para políticos e mistura clipes de TV, entrevistas e uma ou outra charge para criticar a versão dos acontecimentos que apresenta Berlusconi como salvador de L’Aquila, sugerindo que o premiê se aproveitou do desastre para reforçar seu poder e solapar a democracia.
A montagem, música e inserções animadas adicionam certa coesão à narrativa. Mas é pouco e aquém do atual patamar do gênero. DRAQUILA, enquanto panfleto político é apenas uma cortina de fumaça.
Spoiler Rating: 73
LBC Rating: ~
Pela Assessoria de Imprensa de Cannes

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