
A SOMEWHAT GENTLE MAN segue o mesmo perfil do cinema escandinavo: Um estilo cômico, visualmente rico que aposta por vezes no humor negro e, outras, na excentricidade de seu povo. É nessa toada que vai a história do mecânico Ulrik (Stellan Skarsgard), condenado por assassinato e de volta às ruas depois de 12 anos. Entre o reencontro com velhos parceiros de crime, a ex-mulher e um filho que o acolhe com limites, ele quer principalmente se vingar de quem o dedurou, o irmão da vítima.
No fundo o protagonista é um “homem gentil” preso nas armadilhas do destino tão comuns no cinema dos irmãos Coen. Por mais que ele tente sair de um determinado círculo vicioso, tudo parece conspirar para que ele fique. Seu antigo chefe quer um novo servicinho. O filho decretou para si mesmo (e os outros…) que o pai está morto e o herói atrai as mulheres. Belas e feias, todas querem ter sexo com ele, que passa a ideia de um touro na cama, pelo prazer que proporciona.
A direção de Hans Petter Moland fez diferença: Skarsgard está em excelente forma e espreme o humor de forma curiosa em uma história em que a dúvida é sobre sentir pena ou rir das aventuras sexuais de seu herói.
Spoiler Rating: 75
LBC Rating: ~
Por Luiz Carlos Merten (Grupo Estado) & Agências France Press, EFE, AFP, BBC e Variety

No Comments, Comment or Ping
Reply to “A Somewhat Gentle Man”