

Os bastidores de uma pintura, feito com o intuito de ser um presente de família, tornou-se um filme improvisado e a crônica de uma geração desaparecida. STREAPTEASE FAMILIAR (FAMILYSTRIP) reúne pai, mãe e filho para esse retrato familiar – Ele com casaco de gala, a mãe com sua boneca de porcelana e o pai com o avião de sua juventude.
Suas historias se (con)fundem a cada pincelada. A câmera registra o passar do tempo, das horas, dos meses, registrados ao som do cuco. Filma o vagar dos lentos momentos do velho casal que posa e cuja coceira da memória jorra em anedotas filmadas em preto e branco. O resultado é um velho álbum de família.
A velha conta suas lembranças com deleite, o velho comenta e o filho ouve com orgulho: Os namoricos, o catolicismo, os “ninos”, os aviões de guerra – a própria Guerra Civil Espanhola. Amanhece. Anoitece. Um bocejo. O cachorro dorme. A velha lembra… Temos outra história.
STREAPTEASE FAMILIAR é um “documentário” simpático. Parece uma visita a casa da vovó, com macarronada e bolo de chocolate, mas sem a macarronada e o bolo. Sem os nossos avôs e, pensando bem, ligeiramente cansativo e monocromático. O resultado final – A pintura em si – valeria o final, mas o diretor Lluis Miñarro preferiu omiti-lo em favor de árvores coloridas. Talvez ele tenha caído em si e se envergonhado do streaptease.
Spoiler Rating: 50
LBC Rating: ~

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