


O cineasta bósnio Danis Tanovic retorna às origens para (re)contar seu primeiro (e melhor) filme, TERRA DE NINGUEM. Com CIRKUS COLUMBIA, ele retoma o delicado assunto da Guerra dos Balcãs, de forma ligeira e nostálgica, um pouco cômica, um pouco melodramática para contar o absurdo de um homem que retorna à sua terra natal na Herzegovina.
O tal vilarejo está acordando para a guerra, transitando do comunismo para a democracia. O homem retorna com sangue nos olhos. Quer vingança depois de anos de exílio. Seu regresso é adornado de uma nova esposa – quarenta anos mais jovem que ele -, uma Mercedes vermelha, um gato preto e montanhas de dinheiro.
Sua retaliação começa pelo despejo da ex-mulher e filho da casa onde viviam. Dinheiro é poder. E ele é um homem muito poderoso, mas a vida dá as suas reviravoltas. O gato some, seu filho se apaixona pela madrasta e a guerra eclode – literalmente.
Pena que o drama familiar eclipse todo o pano de fundo da Iugoslávia. A narrativa datada, conservadora, às vezes tola, das peripécia do homem, seu filho, sua esposa e a ex diminuem o impacto dramático do conflito armado que finalmente chega à aldeia.
Novamente, Tanovic enche a tela de estereótipos pra criar seu humor. CIRKUS COLUMBIA funciona bem, mas algumas piadas são lugar comum, empoeiradas, velhas. O que limita – bastante – os personagens femininos. Os homens, todavia, brilham. Não tanto quanto deveriam. Nem tanto quanto em TERRA DE NINGUÉM. Infelizmente.
Spoiler Rating: 73
LBC Rating: ~

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