
Em 2005, Cristi Puiu filmou A MORTE DO SENHOR LAZARESCU. Com AURORA, filma as mortes do senhor Viorel… Seu filme é uma aventura – a do próprio diretor-protagonista, uma alma inquieta, um homem de 40 anos que, desorientado, decide, numa manhã, percorrer as ruas de Bucareste. À procura de quê? Do quê? Ainda não sabe.
Há um sinal, no entanto: a arma que compra com 75 minutos de projeção. Cria-se um suspense que se desfaz 30 minutos depois: Viorel começa a matar. Estamos na aurora, o título de luz imerso na escuridão com um homem e a sua espingarda de caça.
Um homem puzzle aparentemente insondável que se recompõe como teia familiar e social sufocante: Onde vive Viorel, com quem (não) vive, quem é a mulher daquela primeira cena de cama e a criança que dorme no quarto ao lado, quem são as crianças que ele espreita atrás das caravanas abandonadas no terreno baldio, quem é o homem que vive com a mãe, quem são as vítimas, quem são os vizinhos de cima que lhe inundam a casa, onde está a mãe das suas filhas…
Viorel vai ver a luz quando se desembaraçar de sua tarefa, se entregar à polícia, descriminar as suas vítimas, configurar o puzzle da sua existência. E o público, finalmente, entenderá a aurora, como um relance de eureka. A luz se cria. O mistério está solucionado. Voilá!
Spoiler Rating: 79
LBC Rating: ~
Pela Agências Publico, France Press, EFE, AFP, BBC, Variety e Hollywood Reporter & Assessoria de Imprensa de Cannes

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