
ALL THAT I LOVE (WSZYSTKO CO KOCHAM) é uma espécie de “Romeu & Julieta” da Polônia de 1981. Atrás da cortina de ferro, Janek, o filho adolescente de um capitão da marinha, forma a ATIL (All That I Love), uma banda punk-rock, cujas canções expressam uma profunda frustração com o socialismo e um desejo de liberdade, ecoada pelo movimento sindical Solidarno (Solidariedade). Ao mesmo tempo, Janek encontra o amor com Basia, uma jovem, cujo pai é parte do movimento e desaprova a família militar de Janek.
O primeiro cineasta da Polônia independente, Jacek Borcuch, atualiza o modelo de “amantes desventurados” com um pouco de tempero ao transpor o clássico de Shakespeare com rebelião musical e crise política. Sua câmera é instável diante da paranóia comunista, mas se estabiliza diante da visão dos protagonistas.
Pena que é pouco. ALL THAT I LOVE, tal qual foi contado, é bastante tradicional. O que o torna interessante é apenas o cenário histórico e as duras consequências que resultam de falar em um país controlado por militares. Andrzej Wajda faria melhor. Aliás, já fez…
Spoiler Rating: 64
LBC Rating: ~

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