NORTH (NORD) dá seu tom logo na abertura: Jomar (Anders Baasmo Christiansen), um ex-esquiador que trabalha em uma isolada estação de veraneio, fica abobalhado diante de um céu completamente branco, com um cabo de tomada na mão e o teleférico desligado embaixo de si. Então, alguém grita e ele volta a si, ligando o equipamento. A vida ao redor volta aos eixos. A sua, no entanto, permanece estagnada.

Jomar está deprimido. Sua vida não tem sentido. Seu único prazer é tomar “biritas”, fumar, viver de ansiolíticos e assistir desastres no Nacional Geographic Channel.

E eis o inusitado tão comum aos filmes nórdicos: Um estranho lhe bate à porta e anuncia um filho. Criança que vive no Norte. No extremo norte. É a deixa para um ice-roadmovie. Para conhecer novos personagens coloridos, tão genuínos e isolados, quanto Jomar: Uma adolescente e sua avó, um jovem homofóbico com uma nova técnica para se embebedar, soldados em seus tanques de guerra, um velho vivendo sobre um lago congelado…

Segue-se a tradição do gênero: O herói colhe experiências em cada missão. Aprende. Evolui. Sai mais sábio em busca de um novo contato – e outro personagem. Um filme, veja bem, de poucos diálogos. Onde silêncio reflete o isolamento e a letargia.

Aqui, o cineasta Rune Denstad Langlo transita entre a comedia e a melancolia: Entre sopas incendiarias, tuneis fantasmagóricos e Kaizer Orquestra, seu alter ego na tela, Baasmo Christiansen, é uma revelação: Uma boa interpretação que cega, literalmente, diante de uma natureza causticante. Pena que tudo seja tão vazio, tão solto, tão inconsequente.

Spoiler Rating: 62
LBC Rating: ~

This entry was posted on Sunday, October 24th, 2010 at 8:43 am.
Categories: SPOILERS.

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