

Imersos NA FLORESTA (IN THE WOODS), embalados pelo sopro do vento e o farfalhar de seus próprios passos, três jovens – dois garotos e uma menina – se fundem com a natureza. Eles libertam sua sexualidade, compartilham alegria e dores, e lambem suas feridas. Tudo filmado com a função de vídeo de uma câmera fotográfica improvisada, livre de qualquer requisito formal, mas com grande senso estético, pelo diretor grego Angelos Frantzis que se une aos seus protagonistas para uma intensa sinfonia de sensações e desejos.
Trata-se de um filme na fronteira da ficção, documentário e videoarte. Um diretor e três atores. Algo modesto, mas expressivo, desprovido de uma narrativa linear, com alguns diálogos explícitos e completamente minimalista. Um filme que se impõe pelo que é: Três jovens descobrindo seus corpos e sua sexualidade perante a natureza como testemunha.
O desejo, evidentemente, é o foco. Para servir aos poderes dos sentidos, o trio se enfrenta e encontra sua própria identidade. A intensidade e a emoção que prevalece sobre os fatos em comunhão com elementos simbólicos – floresta, água, sangue – torna IN THE WOODS uma espécie de dissecação do homem pelo enigma da vida e da morte.
É muito pouco e muita coisa, reunidos num filme só.
Spoiler Rating: 57
LBC Rating: ~

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