
Qualquer filme suíço é uma raridade, ainda mais, um filme de ficção científica. CARGO, portanto, é genuíno, embora seja uma colagem de boas idéias de outras franquias como BLADE RUNNER, ALIEN, MATRIX. Um retorno a opera espacial. Uma produção austera, corajosa, diria arriscada, com mais de oito anos de gestação.
Repito: Nada original, mas o que chama a atenção é a seriedade do projeto: Sua estética. Sua narrativa. Embora seja um filme de certa dose de ação e emoção, o ritmo é lento, detalhado, muito pensativo. Claustrofóbico. Como se a nave fosse um inferno comunista. Os personagens têm espaço para respirar e interagir entre si, embora qualquer deslize represente um sono criogênico forçado.
O fato de o cenário ser uma nave cargueiro, transportando algo desconhecido pelo espaço em um futuro onde a Terra é inabitável, imediatamente evoca ALIEN. Como o precedente é incomparável, a sensação aqui é um trabalho realista de uma sociedade futura bem sucedida.
Assim CARGO deve ser encarado: Uma curiosidade bem feita, ora ficção, ora suspense. Plenamente funcional no que se propõe: Um entretenimento fugaz, com licenças limitadas e fiel às suas ideias. Tudo bastante notável, cuja única desvantagem, seja o fato de ser tão familiar e, por isso, perder um pouco de seu choque.
Spoiler Rating: 73
LBC Rating: ~

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