O novo Michael Moore, também conhecido como Morgan Spurlock, retornou à Sundance (e Berlim) para apresentar sua nova polêmica: THE GREATEST MOVIE EVER SOLD. No fundo é a mesma receita (técnica e narrativa) de SUPER SIZE ME, mas sem logotipo…
Essa é a historia de um documentarista que quer financiar seu próximo filme inteiramente com o dinheiro de patrocinadores. O orçamento é um milhão e meio de dólares e para obtê-lo o cineasta precisa empreender uma verdadeira turnê pelos EUA em busca de patrocinadores, analises de consumo, indústrias de publicidade e os desafios deste novo milênio, Internet, crise global e saturação do mercado. Seu verdadeiro objetivo? Obter um grupo de anunciantes interessados em um gênero (o tal filme), do qual nunca ouviram falar, tão pouco estão interessados.
É, enfim, um metadocumentário à moda Spurlock, ou seja: Situações divertidas que são fabulosas em um trailer; Muita demagogia que serve de debate para a sobremesa e profundidade rasa que soa enfadonha. O resultado é uma hora e meia de projeção, no qual o herói combate varias batalhas, cuja causa ele próprio – inesperadamente – levanta: O demônio do marketing e a polêmica fácil.
THE GREATEST MOVIE EVER SOLD é um filme que você ve, ouve e rapidamente esquece. Uma pena que Spurlock caminha para documentarios cada vez mais hollywoodianos, mais comerciais, mais conservadores. Outros caminhos são possíveis, se encontrá-lo, seria uma bela reconciliação. Caso contrario, sua carreira será um fracasso, sem o verdadeiro patrocinio da critica e público.
Spoiler Rating: 62
LBC Rating: ~

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