O sono evade COME RAIN, COME SHINE logo nos primeiros minutos de projeção: O filme arranca com um plano sequência, onde vemos um casal dentro de um carro. A câmera colada no pára-brisa, os protagonistas conversando… Sinceramente, não é a melhor forma de começar uma historia, mas o problema é o dialogo, vago, obsoleto, sem qualquer faísca.

Enfim, conversam eventualidades, coisas comuns, assuntos rotineiros que não dizem nada a ninguém. Depois de 10 minutos derradeiros, ela resolve dizer a ele que vai abandoná-lo. Ele se exaspera, pergunta se existe outra pessoa e ela confirma, assegurando que o namorado sabe quem é (Na realidade, já falaram dele, mas ninguém percebeu diante do estupor do blá blá blá infinito). Então, a ação – e o filme – se dirige à casa de ambos e ali permanece pelo resto da (aborrecida) história.

Isso porque chove e ela não pode sair na chuva… Está molhado lá fora e cria-se um impasse. O derradeiro dilema! A câmera, confusa, os persegue, de quarto em quarto, de discussão em discussão, com a mesma apatia do público, mortalmente entediado. E assim será por mais 100 minutos…

Dói ver um filme tão chato, onde nada acontece, os personagens são desinteressantes e tudo conspira para uma soneca. O diretor e roteirista Lee Yoon-ki narra no piloto automático, esgota o espectador com cenas tão fascinantes como a preparação de um prato de miojo. Cansa. Agoniza. Sacrifica. Pior: O filme esteve em concurso em Berlim, onde merecidamente não ganhou nada. Fico aliviado…

Spoiler Rating: 30
LBC Rating: ~

Pela Assessoria de Imprensa do Festival de Berlim & Agências Internacionais

This entry was posted on Thursday, March 24th, 2011 at 10:55 am.
Categories: SPOILERS.

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