Localizado em uma ilha remota no fiorde de Oslo, no meio do mar e do nada, a quatro quilômetros à nado de qualquer civilização, funciona a escola-casa-prisão de Bastøy. Um lugar para entreposto da juventude desajustada, a maioria carente ou de lares igualmente desajustados. Condenados por infrações menores, alguns por atos imbecis, a maioria sorve seus pecados ao lado do diabo nesse inferno de tons frios.

E eis um conto clássico de herois e vilões, enquadrado num dos capitulos mais dramaticos da historia da Noruega, onde os jovens, no auge da testosterona, transitam entre a lealdade e a rivalidade; Onde os atores, vão da sensibilidade à fúria e o diretor, Marius Holst, filma do épico ao banal. Sim, porque KING OF DEVIL´S ISLAND (KONGEN AV BASTØY), um dos filmes mais caros do cinema norueguês, nada mais é que um relato linear, um pouco enérgico, um pouco sublime, um pouco ansioso, mas simples demais, filmado em panoramas arrebatadores e belas paisagens nevadas.

A historia – veridica – é basicamente um conto de abuso de poder: Com o objetivo declarado de despejar ensinamentos de “honra, humildade e utilidade cristã” aos jovens, os professores-carcerários impõe uma disciplina cruel aos seus “prisioneiros”, imposto pelo trabalho manual e punição coletiva. Os garotos são obrigados a usar uniformes, são chamados por números ao invés de seus próprios nomes e estão proibidos de discutir o seu passado. A relação, naturalmente, se desgasta e implode em caos.

Segue-se, então, o arco previsível dos contos de internato e dramas prisionais, com todas as suas caricaturas e personagens supérfluos e cenas dramáticas. Tudo linear, excessivamente previsível, mas correto e bem feito. O resultado é um drama de ação mediano, não desastroso, mas longe do sublime.

Spoiler Rating: 74
LBC Rating: ~

This entry was posted on Thursday, June 16th, 2011 at 8:41 am.
Categories: SPOILERS.

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