Então tudo termina. É o fim. O momento pelo qual os fãs esperaram. 10 anos. Uma década de luta, magia, traição, amor, amizade e angústia. Os ingredientes para uma milagrosa poção, criticada pelos fãs, idolatrada pelos fãs, mas enfim uma adaptação convincente dos livros para as telas. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PTE.2 é a viagem final através de um universo que se tornou universal. Ele derrama as últimas lágrimas, as últimas armas, à última chama até que tudo termine em um espetacular confronto final.
E o fim se pronuncia com a silhueta de Severus Snape (Alan Rickman), olhando de sua torre de Hogwarts: Seus Comensais da Morte à espreita do mal, em seus farrapos rasgados, no crepúsculo cadavérico de uma noite infeliz. Os primeiros quinze minutos é uma ode perturbada, habilmente costurada a partir do filme anterior. Sem aviso, começa como se nunca tivesse abandonado Hogwarts, agora assombrado pelo mal e consumido pela escuridão.
Depois, tudo é um trem fantasma a caminho da guerra, imensurável e inevitável. O filme jamais trai o material original, exceto em alguns pontos (nunca embaraçosos) e um epílogo inútil. Mais focado em Harry Potter (Daniel Radcliffe), o roteiro nunca – nunca – se esquece de seus personagens secundários em seus momentos de glória e de graça (em especial para Neville Longbottom). Todos retornam, amigos e inimigos de filmes anteriores. O resultado é nostálgico. Belo. O grupo cresce e diminui ao longo da exibição, desbravando um caminho gradualmente melancólico para dias melhores. É uma passagem para a idade adulta, na verdade. E todos sabemos o quão essa jornada de iniciação era rica e movimentada.
Se restar ao diretor David Yates, alguma crítica, talvez fique no retrato do campo de batalha, estabelecido de forma acadêmica, onde suas forças opostas se desencadeiam e digladiam. Lembra a batalha dos campos de Pelennor dO SENHOR DOS ANEIS, mas em tom menor e, digamos, no estilo mágico inconfundível dessa franquia. É, no entanto, perfeitamente montada, dando um ritmo que compõe um dos grandes momentos do cinema: Bárbaro e heróico. As lagrimas são inevitáveis.
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PTE.2 retorna, também, aos velhos flashbacks para revelar seus momentos chaves. O livro se banqueteia desses segredos e o filme o faz com astúcia em um dos momentos mais belos do filme, talvez da franquia. Entre a realidade e a imaginação, o humor peculiar consegue sobreviver diante da fotografia cinzenta e visões de desalento. Tudo envernizado pela musica de Alexandre Desplat, um remanescente do lendário John Williams, que consegue vencer e enaltecer e poetizar cada frame, apesar da longa profusão de efeitos sonoros, indispensável a qualquer blockbuster. Não importa. A beleza dessa trilha se sobressai, inclusive no silêncio celestial e na raiva. É um detalhe. E é magnífico!
No final, o resultado é tão nervoso quanto espetacular. Uma promessa épica que resulta em momentos catárticos de grande emoção. O final é um alívio que desabrocha em aplausos e, sobretudo, lágrimas, talvez de saudades, talvez de despedida. Então tudo termina aqui. É o fim. Adeus Harry Potter.
(Confira a crítica da parte 1 aqui!)
Spoiler Rating: 91
LBC Rating: ~

5 Comments, Comment or Ping
Lucas Rodrigues
Bela crítica. Espero que o filme corresponda as minhas expectativas.^^
Jul 9th, 2011
Kamila
Já comprei meu ingresso hoje pra assistir ao filme no próximo domingo!
Não sou a maior fã da série do bruxinho, mas tenho me entusiasmado com as críticas lidas sobre o encerramento da saga.
Jul 10th, 2011
Victor Barros
Ótima crítica.. olha, são só elogios a esse filme
Jul 13th, 2011
kátia Benini
É mesmo Harry Potter é meu bruxinho querido
Sep 14th, 2011
Christina Malibu
Fala serio gente esse filme Harry Potter e as reliquias da morte parte ,2 é bem melhor do que o da parte 1, um falo isso porque eu assisti e é massa caraca esse filme é dimaisssssssssss
Sep 14th, 2011
Reply to “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”