Exuberante, caótico, barroco, passional, alegórico e sob total liberdade criativa, BALADA DO AMOR E DO ÓDIO (BALADA TRISTE DE TROMPETA) é a tragédia grotesca de Álex de la Iglesia. Um filme que interpreta, à sua maneira, a história da Espanha no séc.XX, filtrada pelos olhos de dois palhaços.

Aqui, o palhaço é apenas um símbolo. Uma figura assustadora, fora de contexto, que se relaciona com um padre e um matador. Os três são fantasias, os três se envolvem no ritual de iniciação que culmina em sacrifício. E esse é o triangulo que move um filme voluntariosamente indigesto.

É uma narrativa de riso que brinca para compensar o desamparo. Que escarnece da “España Negra” como forma de exorcizar seus fantasmas. Que zomba do que está morto e que chora e geme com seu passado.

No começo da história, o Palhaço Estúpido (Santiago Segura) e outros artistas do circo são recrutados pela milícia para lutar na Guerra Civil Espanhola. Ele vai morrer na prisão, mas, antes, pede ao seu filho que se vingue. Adulto, Javier (Carlos Areces) também vai trabalhar no circo, mas como um Palhaço Triste. Começa uma rivalidade com outro palhaço, Sergio (Antonio de la Torre), pelo amor da acrobata Natalia (Carolina Bang). A disputa vai se intensificando e ficando mais cruel e violenta, com tiros, facadas e mutilação. Então são dois triângulos…

O terceiro é o amor, o humor e o horror. O amor conduz inexoravelmente ao horror, e a única maneira de evitá-lo é através do humor. Essa é a balada triste que la Iglesia nos canta: Uma trilogia de degradação que encerra a saga precedida por EL DÍA DE LA BESTIA (1995) e LA COMUNIDAD (2000)

Spoiler Rating: 77
LBC Rating: ~

Pelas Assessorias de Imprensa dos Festivais de Veneza e Toronto e comentários de Álex de la Iglesia

This entry was posted on Friday, August 12th, 2011 at 8:11 am.
Categories: FILMES.

No Comments, Comment or Ping

Reply to “Balada do Amor e do Ódio”


Registro de 

Domínio e hospedagem profissional de sites é só na Insite