Depois de DISTRITO 9, SUPER 8 e COWBOYS & ALIENS, ATTACK THE BLOCK honra a nova geração – e gênero – do cinema britânico com mais um excelente sci-fi. Fruto de um estreante nos cinemas, Joe Cornish (mas cuja reputação na TV inclui um vasto currículo como ator, roteirista e cineasta), o filme é basicamente uma mistura sagaz de piadas e nervosismo e tudo a começar pelo título – uma singela referencia ao filme marginal sul coreano ATAQUE AO POSTO DE GASOLINA! (1999)
O virtuosismo do roteiro sugere que o cineasta estudou extensivamente os clássicos e, principalmente, o mestre do horror, John Carpenter. Seu filme tem a mesma energia visual,o mesmo fôlego, a mesma identidade de sua fonte e isso no auge da carreira dele (ASSALTO À 13ª DP e HALLOWEEN – A NOITE DO TERROR). O resultado é pura tensão, filmado do nada, a partir de lugares e coisas banais – e que, graças ao seu senso inigualável de ritmo, montagem e enquadramento cria um terror legitimo.
A historia zomba das pretensões de um certo cinema respeitável – a tal escola social britânica – para nos trazer uma filme B anárquico e cheio de raiva, assim como seus jovens heróis, membros de uma gangue juvenil armada de motos, vassouras e bastões de beisebol, determinados a defender sua vizinhança de um ataque de criaturas que caem do céu, seres agressivos, curiosos, redondos e pretos que parecem fugitivos de um desenho animado de Chuck Jones.
E assim é ATTACK THE BLOCK: Um filme cheio de humor, Um conto de fadas fotografado na penumbra, editado no osso, escrito nos anos 80 e, principalmente, repleto de diversão e sustos.
Spoiler Rating: 75
LBC Rating: ~

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