
SE NÃO NÓS, QUEM? (IF NOT US, WHO? / WER WENN NICHT WIR) é o segundo longa (mas primeira ficção) do documentarista alemão Andres Veiel que conta a relação turbulenta entre dois estudantes de literatura na Tübingen de 1960 e o modo como as suas escolhas políticas transformaram as suas vidas ao longo dos dez anos seguintes.
A questão é que esses estudantes não são ficcionais: Ela é Gudrun Ensslin, que viria a ser a ideóloga do grupo radical Baader-Meinhof e ele é Bernward Vesper, filho do romancista oficial do regime nazista, ligados por uma necessidade de revolta contra uma sociedade ferida, traumatizada, pouco disposta a confrontar-se com os traumas da II Guerra Mundial.
Então temos basicamente a pré-história do terrorismo alemão, o retrato das origens de um passado já revisto pela enésima vez, mas com um toque de romance. A historia do Grupo Baader-Meinhof – já filmada por Uli Edel – e suas motivações: Os jovens, todos de boa família, que se transformaram em terroristas, empenhados em destruir o governo da Alemanha Ocidental.
Assim, o cineasta desenha o modo como todos os movimentos sociais da Alemanha pós-guerra são indissociáveis de sua história recente; E o faz sem nunca perder de vista – fato importantíssimo – que o seu filme é sobre gente e não sobre teorias. O problema é que tudo já foi filmado de forma melhor e mais interessante. Que já havia um filme perfeito sobre o mesmo tema: BLACK BOX BRD, um documentário cujo diretor foi… o próprio Veiel.
Spoiler Rating: 68
LBC Rating: ~
Pela Assessoria de Imprensa do Festival de Berlim & Agências Internacionais

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