



Depois do fracasso de O AMOR NÃO TEM REGRAS, George Clooney tenta retornar aos trilhos de CONFISSÕES DE UMA MENTE PERIGOSA e BOA NOITE BOA SORTE com TUDO PELO PODER (THE IDES OF MARCH), um thriller político que, em tese, evoca o cinema de David Mamet.
Adaptada de uma peça de Beau Willimon, que trabalhou com a equipe de Howard Dean para as primárias presidenciais de Iowa, a historia data de 2004 e narra toda essa atmosfera política, sua violação de leis e manipulação do processo democrático. Clooney comprou os direitos para adaptá-la em 2008 e agora, três anos mais tarde, sua transposição parece quase obsoleta, mesmo tocando em alguns temas sensíveis: O escândalo sexual, a necessidade de dizer a verdade e como fazê-lo.
Então seu filme investiga os bastidores desse circo feroz e gradualmente acelera, perturbado, prolongando-se por um debate impiedoso, denso, firme e filmado com precisão descritiva. Infelizmente Clooney não é um novo Warren Beatty que, de REDS à POLITICAMENTE INCORRETO, trouxe uma perspectiva incomum à política, modelando seu olhar incisivo com um caráter passional. Não… Clooney filma na sombra, no piloto automático, estendendo sua historia por um mundo de faz de conta muito além de sua perspectiva.
O que é decepcionante não é a falta de envolvimento, tão pouco o acabamento, mas a falta de vigor. A parábola da honestidade, moralidade, lealdade, poder e ambição são convenientes demais. A visão do estado calamitoso dos partidos políticos dos EUA que se tornaram intercambiáveis é amarga, mas não tanto. O roteiro, raso, aglutina seus atores em situações robóticas onde todos estão programados para agir, pensar e mover. O resultado é um filme politicamente incorreto, mas suave demais.
Spoiler Rating: 68
LBC Rating: ~
Pela Assessoria de Imprensa de Veneza e TIFF11

2 Comments, Comment or Ping
Kamila
Esse filme ressurgiu das cinzas depois da acolhida excelente q
Dec 18th, 2011
Kamila
*continuando
que teve no Globo de Ouro, mas, pra ser bem sincera, não acredito que isso se traduza em indicações ao Oscar.
Dec 18th, 2011
Reply to “Tudo Pelo Poder”