Depois dOS IMORAIS (1990), Stephen Frears permaneceu longe dos holofotes indie de Sundance por quase duas décadas. Retorna agora para polarizar publico e critica com LAY THE FAVORITE, sua segunda comédia consecutiva e, a exemplo dO RETORNO DE TAMARA, igualmente frívola.
Trata-se de uma obra menor no cânone Frears, mas simpática. Claro, isso exige boa vontade e descrença considerável: O roteiro foi adaptado a partir das memórias de Beth Raymer, um espírito livre que virou escritora e cuja presença sacudiu a vida de todos que conheceu. Na verdade é uma caricatura e assim que deve ser avaliado.
A ação começa em Las Vegas, com Beth (Rebecca Hall) vagando a toa pela cidade, depois de uma temporada desmoralizante como stripper nos confins de Tallahassee. Pelo destino – ou pela sorte – ela consegue emprego em uma casa de aposta, cujo dono é interpretado displicentemente por Bruce Willis. Acontece que Beth tem um talento especial, o trabalho corre bem e, naturalmente Willis se apaixona por seu amuleto da sorte. O problema é que ele é casado e sua espinhosa esposa troféu é Catherine Zeta-Jones…
Então Beth muda: De cidade – para Nova York – e de emprego, para o concorrente direto de Willis, o não menos escrupuloso e interessante personagem de Vince Vaughn. Fato, aliás, que gera muitas estripulias de roteiro, confesso, que até divertidas.
Tudo filmado muito solto, muito leve, sem muito compromisso. LAY THE FAVORITE é pintado em cores primárias, um tanto inconseqüente, um pouco fútil. Talvez fosse realmente assim à vida de Raymer, talvez não, mas captar esse universo meio louco por 100 minutos de projeção, convenhamos, não será o trabalho mais memorável de Frears. Deve vender bem nos EUA, comercial do jeito que é, e depois sair no Brasil, direto em DVD.
Spoiler Rating: 60
LBC Rating: ~
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