Em Sundance 2010, Rodrigo Cortés provou sua genialidade ao filmar Ryan Reynolds ENTERRADO VIVO. Dois anos depois, seu segundo filme reforça a histeria de forma ambiciosa, até mesmo impressionante que, dependendo de suas expectativas, pode surpreender ou decepcionar. E fato, gostando ou não, RED LIGHTS é novo, o que é uma alivio para um gênero tão batido.

Durante uma Premiere turbulenta, diante de uma nevasca avassaladora, o público viu a tempestade adentrar a sala de projeção: O frio, a neve, o gelo se condensando na tela e nos aterrando (vivo?) perante uma tensa sequencia de abertura. Então vemos Sigourney Weaver e Cillian Murphy desmistificando tudo. Expondo cada fraude. Soprando a cortina de fumaça… Para nós é um alivio. Para eles, outro trabalho feito.

Sim, eles são detetives de fraudes paranormais, como Fox Mulder e Dana Scully foi algum dia no “Arquivo X”. O que Cortés faz é colocá-los diante de suas próprias fobias. E se a fraude não for uma fraude? E se houver vida após a morte? Espíritos? Fantasmas? A resposta de tudo, a personificação de todas as dúvidas é Robert De Niro. Um tiro cego de roteiro: Agressivo, brilhante, novamente original.

RED LIGHTS é um mistério absoluto. Na tela, especificamente quando De Niro embala seus segredos, quando o elenco restante tenta respirar na sombra dessa estrela, quando Cortés nos envolve em escuridão, mas fora dela também: O público pareceu dividido entre o final grandioso e tedioso. Diante da tensão e pretensão. Do suspense e caricatura. Talvez, se Cortés guardasse para si apenas a tarefa de escrever, filmar e dirigir, entregando o material bruto para outra pessoa montar, o resultado fosse, digamos, mais consensual.

Spoiler Rating: 70
LBC Rating: ~

This entry was posted on Wednesday, January 25th, 2012 at 2:42 pm.
Categories: SPOILERS.

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