O titulo não engana: POSTCARDS FROM THE ZOO não excede o cartão postal, não diz absolutamente nada, e parece apenas um exercício de diversão fugaz (do diretor!). Entre os animais do zoológico onde trabalha, Lana tem uma preferência pela girafa, por sua elegância e sua manutenção. Enquanto isso (ou talvez seja um flashback), uma linda garota anda sozinha entre as jaulas do amanhecer até o anoitecer. Um dia, um cowboy mágico aparece, e Lana parte com ele, mas durante um truque de mágica, tudo desaparece para torná-la em uma massagista erótica em um salão de beleza.
Sim, você não entendeu o que liga todos esses elementos, tão pouco no que o diretor está fazendo? Não se preocupe… Ninguém entende. A honestidade nos obriga a dizer que esta história poderia ser uma espécie de objeto surrealista levado por certo teor experimental, ou uma unidade estilística, um tipo de filme leve, inteligente, talvez cult, mas não é assim: POSTCARDS FROM THE ZOO se arrasta em uma estética nivelada, contada muitas vezes em coisinhas fofas de animais ou meninas. Sensacionalista, inclassificável, um pouco (mas só um pouco) cativante.
Um limbo bizarro que não nos deixa escolha, se não submergir nessa viagem desmembrada através de uma narrativa – e textura – de sonho apedrejado em LSD. Uma pseudodenuncia que implica no cativeiro triste de animais silvestres e na aventureira misericórdia da condição humana que tanto nos influencia para o bem. E é assim que se tenta entender o que Edwin nos propõe: A historia de uma personagem que, depois de crescer e viver envolvida em um zoo ’selvagem’, é subitamente imersa na vida “civilizada”. Pena que tudo seja tão complicado de entender, tão alucinado e confuso. Seria um lugar para sonhar? Claro, mas de uma maneira tão particular que, ao público, o sonho seria mesmo fugir da sala de projeção.
Spoiler Rating: 25

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