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	<description>Cinema, Premiações &#38; Festivais</description>
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		<title>Beasts of the Southern Wild</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 21:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
		<category><![CDATA[BEASTS OF THE SOUTHERN WILD]]></category>
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		<category><![CDATA[SUNDANCE 12]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/01/BANNER-SUNDANCE12.JPG"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/BEASTS-OF-THE-SOUTHERN-WILD-2012.jpg" align="right">É um desafio escrever sobre BEASTS OF THE SOUTHERN WILD sem ser subjetivo… Diria ate mesmo intimidante. É um filme tão ambicioso, tão simples, tão descontroladamente imaginativo que o vicio de ser passional é quase que obrigatório. Então, desculpe-me pela sinceridade: Esse é o Melhor Filme do ano. Esse é o Melhor Filme exibido na história do Festival de Sundance! Parece loucura. Parece exagero, mas é verdade.</p>
<p>Mistura de ALAMAR, BALLAST e TULPAN, é simplesmente uma historia emocionalmente devastadora e esperançosa, bela e feia, zangada e triste. É um filme independente em sua forma mais pura. Um cinema que lhe embriaga, que lhe consome, que pode até mudar sua vida. </p>
<p>Aqui não há atores, não há lugar. Apenas vida. Um local que antes do Katrina foi uma terra rica, ocupada por uma comunidade agitada, mas que depois das chuvas, se tornou uma pequena faixa de terra desolada com algumas pessoas vivendo a esmo, seres-ilhas que respeitam suas regras e tradições e completamente à parte da sociedade.</p>
<p>Os resultados desta terra mística, mágica, cheia de feras pré-históricas e folclore para curar qualquer doença,  é como se fosse outro universo. Uma terra alienígena. Um limbo entre o céu e o inferno. E esse é o cenário para uma menina de seis anos (Quvenzhané Wallis) e seu pai (Henry Dwight) navegarem – literalmente &#8211; pelo bom, pelo mau e pelo feio que rodeia cada centímetro quadrado dessa existência. Como o pai está doente e doente, bruto e bêbado se recusa a buscar tratamento, ela empreende uma viagem  para salvá-lo &#8211; Sua vida e seu futuro. E assim bela, espirituosa, de olhos arregalados, ela praticamente carrega o filme.</p>
<p>Que, aliás, se passa praticamente inteiro na água. No ermo, filmou-se a via-crucis dessa comunidade local e todas as dificuldades inerentes. O talento do roteirista e diretor, Benh Zeitlin, foi filmar justamente essa autenticidade em condições igualmente autenticas. Se os personagens estavam na água, toda a equipe filmou na água. Se eles estavam com lama até os joelhos, toda a equipe filmou com lama até os joelhos. </p>
<p>É dessa paixão, desse amor pela história e o desejo de contá-la que nasce BEASTS OF THE SOUTHERN WILD: Cinema de poesia e êxtase. Cheiro e gosto. Água e terra. É simplesmente o que A ÁRVORE DA VIDA deveria ter sido e não foi. A vida que TIO BOONMEE viveu e esqueceu: Exuberante, gramíneo, lamacento, lodoso, frondoso, fedido, primordial, escorregadio, aguado; Uma história de fragmentos ligados entre si como clipes de papel. Uma história que, confesso, odiaria ter, mas amei ver. </p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 100</font></strong></p>
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		<title>Aprés la Bataille</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 21:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
		<category><![CDATA[AFTER THE BATTLE]]></category>
		<category><![CDATA[APRÉS LA BATAILLE]]></category>
		<category><![CDATA[BAAD EL MAWKEAA]]></category>
		<category><![CDATA[CANNES 12]]></category>

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<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/APRES-LA-BATAILLE-2012.jpg" align="right">APRÈS LA BATAILLE é o estouro cinematográfico de Yousry Nasrallah. Começa com cenas violentas da “Batalha dos Camelos”, com imagens dos noticiários de televisão, do You Tube e algumas cenas filmadas, encenando uma ficção que tenta amarrar (ou explicar) a insurreição desse Egito para, então, nos emergir no próprio conflito, usando todas as artimanhas possíveis: Filmando com três câmeras de tamanhos e qualidades diferentes, inserindo os atores no confronto real, emulando o documentário, mas pretendendo a ficção. </p>
<p>E, assim, se registra sete meses de revolução em película, cujo rascunho veio em 2011, através do curta-metragem INTÉRIEUR/EXTÉRIEUR e, agora, “depois dessa batalha”, se narrando o mesmo tema, mas sob uma complexidade infinitamente maior: Os ataques contra as mulheres, cometidos pelos islâmicos durante o Dia Internacional da Mulher em 8 de Março de 2011 e cuja reação/guerra se desfez em 09 de Outubro diante de um exército truculento. Pena que o contexto seja tão somente o pano de fundo para um triangulo amoroso desequilibrado, cujo melodrama gira em torno da tragédia de Tahir Square (e não sobre).</p>
<p>Difícil definir a causa exata de tal estranheza: Entre uma direção que se esforça para encontrar a precisão do que filma, de um ator infeliz em um desempenho medíocre e um romance banal que não interessa a ninguém, Nasrallah se perde no enorme potencial do seu enredo, em um roteiro de difícil assimilação. Uma pena porque é dessa realidade bruta que seu filme extrai a maior força, mas o diretor prefere o documento da dança dos cavalos, da máfia dos clãs, da avalanche de imagens das redes sociais e se perde, se atrapalha, se confunde, tornando difícil acompanhar tudo. Parece que sobra ambição, mas falta sobriedade nesse olhar revolucionário. O resultado é animado e nervoso, mas também obscuro e perturbado. Talvez dissimulado demais.</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 60</font></strong></p>
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		<title>Rust &amp; Bone</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
		<category><![CDATA[CANNES 12]]></category>
		<category><![CDATA[DE ROUILLE ET D'OS]]></category>
		<category><![CDATA[RUST & BONE]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/RUST-AND-BONE-2012.jpg" align="right">RUST &#038; BONE é um filme que atordoa. Ao vê-lo, ficamos pasmos, sem saber onde estamos, para onde vamos , de onde viemos ou se resta felicidade para a humanidade. É a reação física diante da turbulência da tela. A inércia perante o trabalho de um cineasta que filma como se revelasse um mundo novo. O responsável por esse monstro narrativo, sempre em movimento, é Jacques Audiard, o mesmo do monumental O PROFETA que já fez historia em 2009 e, curiosamente, na mesma competição de Cannes. Agora, três anos mais tarde (em seu próprio ritmo), o francês retorna à Croisette com outro fenômeno. Um filme, cujo título remete ao suspense, mas que, na verdade, é um melodrama filmado na ensolarada região de Antibes e negro como um carvão.</p>
<p>É, enfim, uma historia de amor embriagada e desengrenada, como se o autor, dez anos depois, incorporasse e cozinhasse os ingredientes de SUR MES LÈVRES, em fogo brando, até reduzi-los à sua essência básica. E novamente se filma o encontro de dois solitários, pessoas mutiladas na vida, física e emocionalmente: Ela, Marion Cotillard, uma treinadora de baleias traumatizada, condenada a viver sobre uma cadeira de rodas. Ele, Matthias Schoenaerts, um boxeador, cujas feridas jamais cicatrizam. E desse inusitado romance em tons de preto, onde ela quer construir e ele quer demolir, nasce uma historia dinâmica, protagonizada por um dos casais mais sugestivos que o cinema europeu pode nos oferecer. </p>
<p>A esta historia trágica, a estes protagonistas, Audiard mistura uma arte especial que só ele conhece e consegue. É desse segredo que se ilumina seus filmes e é assim que se ilumina seus protagonistas: Com sangue, suor e lágrimas. Fruto de uma direção econômica, da musicalidade dos diálogos, do poder infernal da montagem, dos cenários expressionistas&#8230; Tudo a serviço desse retrato &#8211; raivoso e brutal &#8211; da condição humana que drena a energia do espectador e o aturde, sangra, seca. Cinema e nocaute. Onde tudo é pungente demais. Surpreendente. Histórico. Enfim, um filme que deixa rastros na memória.</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 83</font></strong></p>
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		<title>Cannes 2012 &#124; Apresentação do Júri</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 19:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[FESTIVAIS]]></category>
		<category><![CDATA[CANNES 12]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p>O Júri da Mostra competitiva de Cannes 2012 declarou as suas intenções detalhadamente numa Coletiva de Imprensa a poucas horas da Cerimônia de Abertura. Eis os melhores trechos:</p>
<p><strong>Nanni Moretti:</strong><br />
<i>“Vamos nos reunir a cada dois dias para discutir os quatro filmes apresentados na véspera. Vamos ver vinte e dois filmes e, com as nossas diferenças de sensibilidade, inegavelmente haverá confronto. O meu papel será o de chefe de classe. O importante, é ver todos os filmes com a mesma intenção e o mesmo respeito”.</i></p>
<p><strong>Diane Kruger:</strong><br />
<i>“É uma grande honra pertencer a esse júri, mas me sinto intimidada porque admiro muito as pessoas que o compõem. A minha carreira estreou em Cannes. É por isso que sinto um apego especial por esse Festival. O nosso papel será de apreciar essa Seleção”.</i> </p>
<p><strong>Ewan McGregor:</strong><br />
<i>“Para os profissionais do Cinema, o Festival de Cannes é uma plataforma maravilhosa onde os filmes podem ser, mais rapido que em qualquer outro lugar, expostos publicamente. Também é um lugar privilegiado onde se descobre novos talentos. Sinto-me à vontade no meu papel de jurado. Não tenho a impressão de deter qualquer poder que me permita vingar de quem quer que seja”.</i> </p>
<p><strong>Alexander Payne:</strong><br />
<i>“Penso que os prêmios têm a sua utilidade e creio que devem ser vistos como algo divertido. Para um cineasta, fazer parte da Seleção é o que deve contar mais”.</i> </p>
<p><strong>Andrea Arnold:</strong><br />
<i>“Vou ver os filmes da maneira mais aberta possível. Será como entrar em uma casa com as janelas e portas abertas. Não gostaria que um dos meus filmes fosse selecionado para Cannes, unicamente porque sou mulher. Se existem poucas cineastas em competição é porque poucas mulheres fazem filmes. Uma pena”.</i> </p>
<p><strong>Jean-Paul Gaultier:</strong><br />
<i>“Sinto-me como um espectador normal. Desejo ser surpreendido, me comover. Exerço a minha profissão graças ao Cinema. Foi um filme de Jean Becker que me levou a entrar na Alta Costura. Na minha infância fui embalado por filmes franceses, alemães, por Fassbinder e Antonioni. O THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW é um dos meus filmes de cabeceira”.</i> </p>
<p><strong>Hiam Abbas:</strong><br />
<i>“Quando se trabalha no Cinema, conhecemos tão bem os seus detalhes que raramente conseguimos nos entregar a um filme. É o que vou tentar fazer aqui. Face a estes monstros do cinema mundial, sinto-me muito pequenina. É uma grande responsabilidade”.</i> </p>
<p><strong>Raoul Peck:</strong><br />
<i>“Desejamos ser seduzidos, viver uma experiência pessoal e, para tal, teremos que pôr de lado os nossos gostos cinematográficos habituais. São os filmes que se distinguirão”.</i> </p>
<p><strong>Pela Assessoria de Imprensa de Cannes</strong></p>
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		<title>Cannes 2012 &#124; Coletiva de Imprensa – Moonrise Kingdom</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CANNES 12]]></category>
		<category><![CDATA[MOONRISE KINGDOM]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/MOONRISE-KINGDOM-2012.jpg" align="right">Wes Anderson, acompanhado por Tilda Swinton, Edward Norton, Bill Murray, Bruce Willis e demais elenco responderam, hoje, algumas perguntas dos jornalistas sobre MOONRISE KINGSOM, Filme de Abertura do Festival de Cannes 2012. Eis alguns trechos escolhidos: </p>
<p>Wes Anderson, sobre a escolha dos atores Jared Gilman e Kara Hayward:<br />
<i>“Já realizei diversos filmes com jovens atores, alguns como protagonistas e os procuro antecipadamente sempre com a comedia em mente. A personalidade de Jared Gilman me comoveu. Vi as audições, mas foi na entrevista que ele me fez rir. Quanto a Kara Hayward, tive a impressão que ela já tinha muita experiência de interpretação. Imaginava, inclusive, que ela criava seus próprios diálogos”.</i></p>
<p>Edward Norton sobre sua vontade de participar neste filme: :<br />
<i>“É muito agradável fazer parte do círculo de atores que se interessaram por Orson Welles ou pelo teatro. Wes Anderson criou uma trupe cinematográfica com todos esses comediantes que trabalham juntos num contexto um pouco romanesco&#8230; É um pouco o que se deseja fazer quando se é jovem e quer se realizar um filme no jardim da sua casa familiar”.</i> </p>
<p>Jared Gilman sobre a sua colaboração com Kara Hayward durante a filmagem:<br />
<i>“Participamos de várias cenas, ensaiamos varias vezes, trocamos e-mails fora das filmagens, tentando fazer algo mais autêntico. Aprendemos a nos conhecer”.</i> </p>
<p><strong>Pela Assessoria de Imprensa de Cannes</strong></p>
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		<title>Moonrise Kingdom</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 00:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/MOONRISE-KINGDOM-2012.jpg" align="right">Eis o responsável por inaugurar o ilustre 65º Festival de Cannes: Um aguardado projeto que, além de marcar o primeiro filme de ação real de Wes Anderson em cinco anos, apresenta, entre outras novidades, um elenco estelar, entre os quais apenas Bill Murray e Jason Schwaertzman são habitués. Ou seja, nem Owen Wilson, nem Anjelica Huston, nem Luke Wilson, mas uma trupe liderada por Edward Norton, Tilda Swinton, Frances McDormad e &#8211; atenção &#8211; Bruce Willis! Novos rostos para um novo argumento que, no entanto, a sua maneira, marca o estilo inconfundível do diretor.</p>
<p>Escrito pelo próprio em colaboração com Roman Coppola (donde já surgiu VIAGEM À DARJEELING), MOONRISE KINGDOM se situa em um mundo aparte, nos anos 60, para contar a historia de um jovem casal, sentimental e improvável, que foge da ilha onde moram para viver sua paixão adolescente. E, assim, convencida de que os dois foram sequestrados, a população local (tão imatura quanto os fugitivos) não poupa esforços para resgatá-los. </p>
<p>E nessa perseguição, um tanto improvável, um tanto maluca, haverá um pouco de romantismo ácido, piadas para criança, um policial de grande coração e calças muito curtas (Bruce Willis no extremo oposto de DURO DE MATAR), um acanhado líder de escoteiros em seu uniforme muito apertado (Edward Norton, confortável na comédia) e uma maldosa agente de serviços sociais (Tilda Swinton, sempre camaleônica).</p>
<p>E sob esse viés, diante de uma espécie de conto de fadas, se desenha um filme extremamente gráfico que desperta a mesma emoção vivida perante uma obra-prima. Anderson evoca notadamente a influência do ilustrador Norman Rockwell e suas cenas do cotidiano, sempre flertando com a caricatura. Evoca, também, os impressionistas, especialmente Renoir, que conhecia melhor do que ninguém como retratar a vida usando o poder ilimitado da sugestão. Aqui, o diretor faz o mesmo, em cores queimadas, em tons ferrugens, e se diverte (adoidado) com seus atores.</p>
<p>Um filme impregnado de cacofonia alegre, visual ultra-estiloso, canções pop, personagens depressivos e figuras de linguagem e, basicamente, a capacidade do cineasta de dizer as mesmas coisas, com diferentes prazeres. Entre linhas, Anderson reconstrói uma família como se fosse uma orquestra. Sem parecer, seus personagens assumem temas, padrões, ritmos, repetições. E, uma vez recolhidos na mesma sequência, eles permitem que ele, finalmente, crie harmonia. Anteriormente bonecos, outrora atores, agora são todos instrumentos que ele manipula perfeitamente com requintes de obsessão: As meias soquetes, os vestidos com gola “Peter-Pan”, os coletes de lã grossa, a ação estilizada, a bem-aventurança em mise en scène com os movimentos de câmera em seus travellings circulares e verticais. Enfim, um cartoon, onde cada personagem é pura pantomima e tudo está no seu lugar. Sob controle e descontrolados. Um delicioso teatro de fantoches que flerta com a extrema sofisticação e bom humor (Sem falar a inteligência).</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 80</font></strong></p>
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		<title>Los Salvages</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 23:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
		<category><![CDATA[CANNES 12]]></category>
		<category><![CDATA[LOS SALVAJES]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/04/BANNER-CANNES12H.JPG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/LOS-SALVAGES-2012.jpg" align="right">LOS SALVAJES se constrói em um simples fiapo de argumento: Trata da fuga de cinco adolescentes de uma instituição correcional. Ideia que, a principio conforma um filme de fuga, mas que aos poucos evolui para uma espécie de retrato do primitivo com pinceladas místicas e religiosas. Sim, é um filme estranho, denso, que sucinta muita dúvida e, portanto, debate. </p>
<p>Sua concepção formal é absoluta: Não há interseções entre planos abertos e fechados. Não há concessões. Não há nuances. O primeiro plano é o plano geral. Os procedimentos de montagem são radicais e, também, a coragem narrativa: Os personagens desaparecem, saem de cena justamente quando se tornam mais interessantes para, em seu lugar, surgir à metafísica, a abstração, a purificação, temperados com uma profusão de revelações, encarnações e ritos pagãos, um pouco de crueldade e um tanto de momentos eróticos que remetem a BONNIE E CLYDE. Há algo de “O Senhor da Mosca” aqui. E, assim, tanto o livro de William Golding, como o filme de Alejandro Fadel, abandonam suas crianças à sorte, ao selvagem, enfim aos simbolismos.</p>
<p>Embora não haja nada para ver (nada para contar), há certa poesia dentro da realidade crua desses jovens: Em dado momento, um deles ergue um rádio transistor para encontrar alguma música em meio à estática; Outro veste a cabeça de um javali que abateu, enquanto a menina se lava no rio, se limpado da menstruação inesperada. E logo, de cena em cena, de ação e reação, se constrói um filme de ambições cósmicas e panteístas – ao modo de Terrence Malick -, mas que também almeja ser Glauber, ser Favio, e retornar às raízes do cinema latino-americano, que flerta com o território do pior Reygadas e do truculento Larrain. Ao todo, surge um cinema especifico que empurra seus personagens ao limite do poder e da masculinidade e até mesmo apropriar-se da alma das feras.</p>
<p>E Fadel, com seus falcões, sua ânsia pelo céu, seus planos pictóricos e sua música grandiloquente se parece com suas criaturas e resulta em um pequeno Conan do cinema: Alguém disposto a arrasar tudo, negar todas as tradições de pudor e economia que caracteriza o cinema indie argentino para se impor artisticamente. Não é fácil – seu filme não é &#8211; mas tem seus méritos. </p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 71</font></strong></p>
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		<title>Sombras da Noite</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 17:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
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		<category><![CDATA[DARK SHADOWS]]></category>
		<category><![CDATA[SOMBRAS DA NOITE]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/DARK-SHADOWS-2012.JPG" align="right">Depois de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, Tim Burton foi aos anos 60, na aurora da televisão, para assinar uma novela ao mesmo tempo teatral, surreal, meta e livre. A principio, o resultado é uma reminiscência do cinema: A MARCA DO VAMPIRO de Tod Browning (1931) que, por sua vez, é remake de outro filme que já se perdeu (LONDON AFTER MIDNIGHT, 1927). Parece um estilo (uma homenagem?) já visto em outros tempos, como por exemplo, SWEENEY TODD, onde o diretor evocou através de seu ator-fetiche (Johnny Depp) um psicopata inspirado em Lionel Dolls (O MONSTRO DO CIRCO, 1927) e Lionel Baltimore (A BONECA DO DEMONIO, 1936).</p>
<p>Agora, em SOMBRAS DA NOITE, entre bruxas, vampiros, fantasmas e mordaças, Burton mais uma vez presta tributo a Browning, transformando Johnny Depp em Bela Lugosi e sob essa perspectiva, o exercício é emocionante: O ator permite ao cineasta se reconectar com suas obsessões góticas e dar alívio aos personagens atemporais. E assim, entre a luz e as trevas, os segredos dessa inusitada família se revelam gradualmente, ora inesperados, ora surpreendentes. Lembranças de Mary Shelley, Edgar Poe e Bram Stoker, embaladas em humor e moralismo, um pouco de Hitchcock e um tanto de psicodelia.</p>
<p>Em teoria, a ação se desenrola nos anos 70 &#8211; A trilha sonora sinaliza isso -, mas a estética transita entre diferentes épocas e os gêneros se sobrepõem alegremente (comédia musical, pastiche irônico, filmes de monstro). Alguns podem achar “over” demais, mesmo para os padrões burtonianos, no entanto SOMBRAS DA NOITE prova de certa leveza, principalmente depois da excursão controlada do diretor pelo País das Maravilhas. Desta vez, com liberdade criativa, a narrativa se torna mais consistente. Um flerte delicioso, também, com EDWARD MÃOS DE TESOURA e seu romantismo frenético que celebra toda e qualquer diferença. </p>
<p>O elenco – obviamente – é um desfile burlesco e extraordinário de caráter e caricaturas: Uma perfeita e surtada família de psicóticos, degenerados e enfeitiçados, onde Eva Green – a bruxa mal amada, o infortúnio de Barnabas &#8211; é o mal necessário. A atriz, longe de qualquer afetação, percorre estranhos caminhos, destilando seu veneno. Esse rancor vermelho &#8211; sofisticado e exuberante – que mascara as verdadeiras sombras da noite, o buraco negro, vazio, onde dorme a angustia de um amor que rachou, literalmente. E diante da tela, dessa beleza insuperável, vemos uma Barbie desvanecer, para tornar-se, sim, uma aberração trágica, mas também uma personagem memorável.</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 78</font></strong></p>
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		<title>Barbara</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 21:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[SPOILERS]]></category>
		<category><![CDATA[BARBARA]]></category>
		<category><![CDATA[BERLIM 12]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/02/BANNER-BERLIM12H.PNG"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/02/BARBARA-2012.jpg" align="right">O cinema alemão tem, obviamente, muito a dizer sobre as décadas em que a Alemanha esteve dividida, principalmente sobre o Leste, sufocado pelo Partido Comunista. Portanto, não é surpresa ver Christian Petzold abordar o assunto, alias com muita ousadia, já que retrata essa vida sob ditadura em cores quentes, evitando qualquer estereótipo de uma luz pálida para retratar a situação psicológica de seus personagens.</p>
<p>Infelizmente, a originalidade para neste ponto. O diretor retrata os anseios de Barbara, uma médica berlinense enviada para um vilarejo da Alemanha Oriental como punição por ter pedido permissão para visitar o namorado no  Ocidente, com o maximo de previsibilidade e arremata o final com coincidências tão rocambolescas que, sem querer, transforma seu filme em um  romance água com açúcar qualquer. E ao enfatizar um sentimento que cresce e se desenvolve gradualmente, se esquece de abordar o principal: O desejo de liberdade.</p>
<p>Sim, Petzold é muito econômico nas palavras e nas cenas, que duram apenas o que precisam durar. Seus personagens se expressam – se comunicam &#8211; apenas por meio do olhar. O que de certa forma enfatiza esse estado de desconfiança e mistério que cerca a Alemanha comunista, mas tudo é tão raso, tão simples, que se perde em picuinhas, não por culpa dos atores que sabem interceptar o estado de tensão, mas pela ingenuidade de um roteiro que, na tela, dá a impressão de um filme decente para a televisão.</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 60</font></strong></p>
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		<title>Amor e Dor</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 20:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício</dc:creator>
				<category><![CDATA[FILMES]]></category>
		<category><![CDATA[AMOR E DOR]]></category>
		<category><![CDATA[LOVE AND BRUISES]]></category>
		<category><![CDATA[TIFF 11]]></category>
		<category><![CDATA[VENEZA 11]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2011/08/BANNER-VENEZA-11H.jpg"><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2011/07/BANNER-TORONTO11H.jpg"></div>
<p></br></p>
<p><img src="http://spoilermovies.com/wp-content/uploads/2012/05/LOVE-AND-BRUISES-2011.jpg" align="right">Censurado na China, Lou Ye foi à França investigar as profundezas do amor e da atração sexual, tema que sublinhou no romantismo épico de SUMMER PALACE, uma historia envolta nos eventos de 1989 na Praça Tiananmen, e no relacionamento homossexual latente de FEBRE DE PRIMAVERA.</p>
<p>Agora, com LOVE AND BRUISES, ele revira um caso amoroso em um thriller de suspense, centrado em duas vidas equilibradas separadas pela língua e cultura. Um retrato da existência ao extremo, um filme sobre o amor selvagem que pode construir e destruir barreiras, seja cultural, seja sociais.</p>
<p>Então vemos a historia de Hua (Corinne Yam), uma jovem professora de Pequim, fluente no francês, que viaja para Paris na esperança de abandonar sua antiga vida. Ali, conhece Mathieu (Tahar Rahim), um trabalhador da construção civil que carece de cultura e sofisticação. Os dois literalmente se encontram por acidente e parece que instantaneamente se reconhecem como filhos deslocados da sociedade. Uma unidade inexplicável que empurra Hua para este homem que representa o desconhecido e a engole em um relacionamento frenético composto de paixão e desejo, abuso sexual e verbal.</p>
<p>E assim, a câmera de Lou acompanha &#8211; nervosa e impulsiva -, o ardor desses dois diante de uma cidade em todo o seu esplendor sonhador. Enquanto seu estilo “sujo” cria uma tensão narrativa quase insuportável: Os espectadores são mantidos num estado de expectativa desconfortável, apreendidos pela sensação de que algo terrível está para acontecer. E, desse modo, o diretor desencadeia a dor do desejo e da solidão de pessoas presas em uma cornucópia de luxuria, intensificados pela interpretação avassaladora de Rahim, uma montagem clandestina e um estilo de documentário.</p>
<p>O resultado é um filme sem fronteiras que fica no limbo entre a China e a França. Entre as diferentes políticas e culturas, entre as diferentes raças e territórios, entre o sexo e o amor, entre a violência e a ternura. Entre, afinal, amor e dor. Um verdadeiro sentimento humano, mas solitário também.</p>
<p><strong><font size="3" color="#ff8c00">Spoiler Rating: 60</font><br />
<font size="3" color="#ff8c00">LBC Rating: ~</font></p>
<p>Pela Assessoria de Imprensa de Veneza e TIFF11</strong></p>
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